Substituto de Temer não pode ter problemas com a Justiça, definem articuladores do pós-crise

Andreza Matais

20 de maio de 2017 | 14h07

Foto: Wilton Junior/Estadão

 

Articuladores do pós-crise concluíram que caso o presidente Michel Temer aceita a ideia de renunciar, o substituto dele deve obedecer a um critério: não ter problemas com a Justiça. A avaliação é que o novo presidente não pode ser alguém que ‘fabrique crises’ ou ‘leve a crise com ele para o Palácio do Planalto’. Nesse sentido, nomes como o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), perdem força. Maia é alvo de inquérito instaurado em decorrência da delação da Odebrecht.

As regras para a escolha do candidato são uma incógnita para políticos experientes. A única certeza é que caberá ao Congresso defini-las. “Quais são as regas? Não tem! A Constituição é genérica quando trata de renúncia. Quem pode se candidatar? Vale a regra de desincompatibilização seis meses antes?”, se pergunta um senador que participa das discussões.

A hipótese de renúncia do presidente ganha força na medida em que são conhecidos os elementos da delação do empresário Joesley Batista. Temer foi gravado por Joesley, que também acusou o presidente de pedir dinheiro de caixa 2 para o partido e uso pessoal. O presidente nega as acusações.

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