Staff de Lula monitora movimentos de Haddad

Staff de Lula monitora movimentos de Haddad

Coluna do Estadão

05 Outubro 2018 | 05h30

Franklin Martins, ex-ministro de Lula e conselheiro de Haddad FOTO: DIDA SAMPAIO/AE

O candidato do PT ao Planalto, Fernando Haddad, está cercado pelo staff de Lula. Seus movimentos são acompanhados de perto por homens de confiança do ex-presidente. Ontem, num momento decisivo para a campanha, o debate da TV Globo, desembarcaram na Barra da Tijuca, no Rio, para uma série de reuniões de imersão com o presidenciável, os ex-ministros Franklin Martins e Luiz Dulci, o ex-presidente da Petrobrás José Gabrielli e a presidente da sigla, Gleisi Hoffmann. Até mesmo o baixo clero do QG de Lula foi colado em Haddad.

Tudo pela causa. O grupo que hoje cerca Haddad não é do seu contato mais direto e a convivência chegou a gerar ruídos. A estagnação nas pesquisas, porém, obrigou o candidato a fazer movimentos para chamar todo mundo de volta.

Herança. Uma autocrítica no PT é que Fernando Haddad não abriu canais de diálogo com setores da sociedade. Assim, ele ficou “apenas” com os votos que já eram de Lula, sem atrair eleitor próprio.

No quintal. Bolsonaro (PSL) e Ciro Gomes (PDT) são hoje os únicos presidenciáveis a vencer as eleições nos seus Estados, segundo a última pesquisa Ibope/Estado/TV Globo. Bolsonaro lidera no Rio com 35% das intenções de voto e Ciro, com 39% no Ceará.

Onda verde. No reduto eleitoral de Geraldo Alckmin e Haddad, quem vence hoje é Bolsonaro. O tucano tem 16% em São Paulo, o petista 15% e o capitão reformado, 33%.

Tradição. Marina Silva (Rede) também perde para Bolsonaro no seu Estado. No Acre ela tem 11% das intenções de votos conta 53% do candidato.

O dia seguinte. O PSB e o PRB já marcaram reuniões na próxima terça-feira para decidir como se posicionar se houver segundo turno. No PRB serão convocados os atuais deputados e senadores e os que se elegerem.

Legado. Os conselheiros militares de Bolsonaro estão de olho no general Jorge Fraxe, que comandou o Dnit no governo Dilma Rousseff. A área de infraestrutura da campanha é tocada por outro general, Oswaldo Ferreira.

Abandono. Em São Paulo, 90% dos prefeitos do PP já devolveram os materiais de campanha de Geraldo Alckmin aos comitês eleitorais. A maioria não está autorizada a apoiar nenhum adversário, mas se recusa a trabalhar para o tucano.

Cartada final. A esperança da entourage de Ciro Gomes é de que as últimas pesquisas apontem uma subida das intenções de voto no pedetista de 2%, combinada com eventual queda de 2% de Fernando Haddad. Dizem acreditar que isso será suficiente para criar a onda de voto útil no pedetista.

CLICK. O candidato Fernando Haddad (PT) se encontrou ontem, por acaso, com Nabhan García, cotado para ser ministro da Agricultura de Jair Bolsonaro (PSL).

FOTO: COLUNA DO ESTADÃO

Condição. Paulo Guedes tem assegurado a aliados que se Bolsonaro sair do script na área econômica está fora da sua equipe.

SINAIS PARTICULARES: Paulo Guedes, assessor econômico de Jair Bolsonaro (PSL); por Kleber Sales

Decide aí. A Febraban cobrou explicações do Detran do Paraná sobre nova norma para o registro de veículos. Até lá, os bancos não vão concluir o processo de financiamento por insegurança jurídica.

E agora? O Detran local permitiu que parte do valor do registro seja paga para firma credenciada ao invés de apenas ao órgão público.

COM A PALAVRA: 

FOTO: AGÊNCIA CÂMARA

“O PT desmoralizou a indignação e levou o Brasil à raiva, um sentimento irracional”, do ex-petista Paulo Delgado, sobre a onda anti-PT que tem alavancado Jair Bolsonaro.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA. COLABOROU ANDRÉ BORGES

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