Só vacina deve conter a escalada na capital

Só vacina deve conter a escalada na capital

Coluna do Estadão

11 de dezembro de 2020 | 05h00

Foto: Victoria Jones/AFP

A evolução do número de novos casos de covid-19 na capital paulista levou as autoridades a uma triste constatação: “A saída eficaz para frear a escalada é a vacinação”, diz Edson Aparecido, secretário municipal de Saúde. Ontem, São Paulo estava com casos acelerando no mesmo ritmo do período compreendido entre 26 de abril e 2 de maio. Conforme projeções oficiais, mantida essa pisada, na próxima semana, mais especificamente na quinta-feira (17/12), às portas das festas de fim de ano, a capital deverá bater algo em torno de 20 mil casos, pico máximo.

Já era. Em privado, a avaliação das autoridades é de que será quase impossível atingir índices satisfatórios de isolamento agora.

Aperta. Diante da escalada, os paulistas deverão aumentar a pressão para que a Anvisa autorize o uso da Coronavac o mais rápido possível. Os números da capital são evocados pelos tucanos para rebater acusações de que o governador João Doria (PSDB) está “politizando” a vacina porque tem pretensões eleitorais.

Junto. Apesar de ter estilo mais discreto, o prefeito Bruno Covas (PSDB) também tem orientado seus aliados para que pressionem o governo federal e defendam a aplicação imediata da Coronavac no Estado.

Aff. Enquanto isso, Jair Bolsonaro disse que o País está no “finalzinho da pandemia”. Desse jeito, logo mais o presidente vai dispensar de vez a vacinação.

Encurralado. Ficou tão complicada a situação de Bolsonaro na guerra das narrativas que nem atacar Doria e Covas pela flexibilização das regras de isolamento o presidente pode: desde o início ele foi contra qualquer tipo de restrição.

Falei. O mesmo não se pode dizer da esquerda. Guilherme Boulos (PSOL) criticou a demora de Estado e Prefeitura em se mobilizarem contra a escalada.

Bye, bye. Aos 76 anos, o deputado Luciano Bivar (PSL-PE) está só esperando uma campanha de vacinação contra a covid-19 no exterior para viajar. “Onde tiver, vou pegar voo. Tenho passaporte diplomático, entro em qualquer lugar e tomo essa vacina, quero nem saber”, disse à Coluna.

SINAIS PARTICULARES.
Luciano Bivar, presidente do PSL e deputado federal (PE)

Ilustração: Kleber Sales

Anúncio. Simone Tebet (MS) formalizará à bancada do MDB na próxima semana sua candidatura à presidência do Senado. Ela vem conversando com colegas sobre a viabilidade do seu nome. A senadora tem sido sondada por outros grupos, como o Muda Senado.

Estratégia. Com alguns outros nomes já postos para a disputa, o MDB tem o desafio neste ano de não deixar que uma eventual fragmentação interna atrapalhe os planos novamente. Em 2019, o partido não conseguiu se unir e acabou perdendo a disputa para o DEM.

De olho no futuro. A direção do MDB vê com muito cuidado a definição de seu nome para o comando do Senado porque não quer confundir a posição do partido rumo a 2022. Planeja ter independência em relação ao governo Bolsonaro.

CLICK. Jair Bolsonaro aproveitou a ida a Porto Alegre para se encontrar, pela primeira vez, com o prefeito eleito, Sebastião Melo (ao centro). Máscara? Nem pensar.

Reprodução/Instagram

Só digital. Em reunião online com a participação de João Doria, o Fórum Econômico Mundial confirmou que a tradicional reunião de líderes globais em Davos, na Suíça, dará lugar a rodadas de encontros virtuais. Já em maio de 2021, em Cingapura, ocorrerá o encontro presencial.

Ação. Doria integra conselho com gestores públicos de todo o mundo para promover novo modelo de cidades com zero emissão de carbono. O relatório global será publicado em janeiro e busca atrair os setores público e privado na luta contra aquecimento global.

PRONTO, FALEI! 

Arnaldo Jardim, deputado federal (Cidadania-SP): “Paulo Guedes diz que estuda reduzir subsídios fiscais, mas não concluiu sequer a lição da reforma tributária. É tarefa atrás de tarefa sem desfecho. Depois da tese dele, comemorando o PIB como sendo um copo meio cheio, sendo muito realista, nem o copo ele se esforçou para colocá-lo à mesa.”

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA.

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