Só Congresso decide sobre fundo eleitoral, diz Barroso

Só Congresso decide sobre fundo eleitoral, diz Barroso

Coluna do Estadão

09 de abril de 2020 | 05h00

Foto: Ed Ferreira/Estadão

Para o próximo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, a destinação para a Saúde do dinheiro reservado às campanhas eleitorais “é questão política, cabe ao Congresso decidir”. Há intenso debate sobre o encaminhamento desses valores para o combate ao coronavírus. “A data da eleição está prevista na Constituição. O fundo eleitoral está previsto em lei. A meu ver, só o Congresso pode mexer em uma coisa ou noutra”, afirmou o ministro do STF, ressaltando ser contra o adiamento da disputa deste ano.

Como é? A determinação da Justiça reforçou entre parlamentares o desejo de adiar as eleições. Temem que, uma vez sem recursos, candidatos mais conhecidos e mais ricos levem vantagem sobre os demais. Senado e AGU recorreram e, na noite de ontem, o presidente do TRF-1, Carlos Moreira Alves, suspendeu a decisão.

Tudo certo. A Frente Nacional de Prefeitos, porém, defendeu a decisão do juiz Itagiba Catta Preta Neto, derrubada a pedido da AGU.

Lá na frente. “Não vamos recorrer. É uma decisão correta utilizar todos os recursos disponíveis no combate à pandemia. A discussão de adiamento ou de prorrogação da eleição deve ser deixada para outro momento”, afirmou o presidente da frente, Jonas Donizette.

Tentativa. Na construção do texto do projeto alternativo de socorro aos Estados e municípios, associações de prefeitos tentaram incluir ponto para garantir a suspensão das dívidas das cidades, mas não rolou.

Amigos? Não passou despercebida a atuação do Republicanos na votação do projeto de ajuda a Estados e municípios: foi um dos responsáveis por segurar a votação da proposta, que preocupa a Economia.

Respira. Em encontros com parlamentares, Bolsonaro disse que tentará ser menos beligerante na relação com o Congresso. A tônica das conversas foi sintonizar a pauta do Executivo com o Legislativo para que o País consiga enfrentar a crise econômica.

Gripezinha, não. O secretário de Comunicação do Palácio do Planalto, Fábio Wajngarten, contou aos colegas que foi difícil seu período de recuperação da covid-19. Ele está curado e 100% de volta ao batente.

SINAIS PARTICULARES.
Fábio Wajngarten, secretário de Comunicação Social do governo federal

Ilustração: Kleber Sales

Fui. No Congresso e no Planalto, já é dado como certo que o PSDB caminhará para integrar a oposição. Falta só o partido criar coragem para anunciar.

Sondagem. Pesquisas para consumo interno do Palácio dos Bandeirantes indicam melhora na avaliação de João Doria durante a crise do coronavírus.

Sondagem 2. Os índices de ótimo/bom estão subindo desde meados de março, principalmente entre as mulheres e na capital do Estado. Os mesmos levantamentos apontam números preocupantes para Jair Bolsonaro entre os paulistas, seguindo tendência demonstrada pelas mais recentes pesquisas de institutos.

CLICK. Flávio Bolsonaro flagrou o pai, o presidente Jair Bolsonaro, se preparando para a gravação de mais um pronunciamento em rede nacional, ontem à noite.

Reprodução/Instagram

Casa nova. O prefeito de Guarulhos, Gustavo Henric Costa, o Guti, deixou o PSB e se filiou ao PSD, que trabalha para ter candidatos nos 39 municípios da região metropolitana da capital.

Alvo. Em reunião com Gilberto Kassab, o PSD apresentou a meta de ter pelo menos 31 mulheres candidatas à Câmara de São Paulo, quase 40% do total da chapa do partido Legislativo este ano (78 no total).

BOMBOU NAS REDES!

Augusto Heleno, chefe do GSI Foto: Dida Sampaio/Estadão

General Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional: “Não sou hipocondríaco, só tomo remédio quando necessário. Se houvesse recomendação médica, usaria a hidroxicloroquina e divulgaria para ajudar.

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA.

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