Site barra vaquinha para tirar agressor de Bolsonaro da prisão

Site barra vaquinha para tirar agressor de Bolsonaro da prisão

Coluna do Estadão

11 Setembro 2018 | 05h30

Adélio Bispo, agressor de Bolsonaro. Foto: PM-MG

Em menos de quatro dias, desde que o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) foi esfaqueado, 21 vaquinhas virtuais relacionadas ao agressor foram criadas em apenas um site de financiamento coletivo. Vinte delas destinadas em grande parte a ajudar Adelio Bispo de Oliveira a pagar seus advogados. Há quem tenha pedido dinheiro, até mesmo, para fazer uma estátua do agressor. Os sócios do site Vakinha, um dos maiores do gênero no País, bloquearam todas as campanhas com esse teor por “não estarem alinhadas com os termos de uso da página na internet”.

Termos. Uma das vaquinhas era denominada “ajude Adélio a sair da prisão”. Segundo o sócio-fundador do site de crowdfunding, Luiz Felipe Gheller, a empresa suspende contribuições consideradas “apologia ao crime ou incitação à violência”.

Vale tudo. As vaquinhas pediam contribuições para atingir metas que variavam de R$ 2 mil a 30 mil. O site informou ter suspendido as vaquinhas pró e contra o agressor de Bolsonaro antes de iniciar a arrecadação.

Furando o cerco. Um dos quatro advogados de Adelio, Zanone Oliveira Júnior, diz ter recebido mensagens de WhatsApp de desconhecidos se oferecendo para doar dinheiro para custear as despesas advocatícias. Ele nega que vá aceitar ofertas desse tipo.

Ganhou ponto. Ciro Gomes impressionou positivamente oficiais generais do Exército no debate Estadão/TV Gazeta no último domingo. Foi considerado assertivo e com conteúdo programático.

Frágil. Aliados de Marina Silva (Rede) avaliam que, depois do atentado a Bolsonaro, o eleitor pode ter interpretado que o capitão estaria fortalecido e migrado o voto útil da esquerda para Ciro Gomes. Creditam a essa avaliação a queda da candidata nas pesquisas.

Cobre um santo… O presidente do Sebrae, Guilherme Afif, vai à Justiça questionar a Medida Provisória que cria a Agência Brasileira de Museus com R$ 200 milhões da instituição.

…descobre outro. Afif alega que o Sebrae não foi consultado e os recursos já tinham destinação definida.

Onze anos depois… A Segunda Turma do Supremo deve decidir hoje se condena ou absolve o senador Renan Calheiros (MDB-AL) na ação penal em que é acusado de desviar recursos públicos do Senado.

Todos juntos. Dos 5 ministros do colegiado, três votaram em 2016 contra o recebimento da denúncia – Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes. Renan nega as acusações.

Tá com sede? Todos os candidatos informaram ao TSE já terem desembolsado R$ 149 mil com água.

CLICK. Meses antes de ser preso, o empresário Deusmar Queirós, dono da Pague Menos, gravou vídeo de suas férias. “Agora sou CEO. Tô numa boa aqui no Caribe.”

 

OS VICES

SINAIS PARTICULARES: Léo Alves(PPL), vice de João Goulart (PPL); por Kleber Sales

Cautela. Apesar de já ter indícios de onde começou o incêndio do Museu Nacional, a PF não tem parecer conclusivo porque ainda falta a Defesa Civil liberar áreas para perícia.

Queda de braço. Com o mandato de Amélia Alves na ouvidoria da Anatel prestes a vencer, o MDB iniciou uma disputa com o PSD. O ministro Gilberto Kassab tenta reconduzi-la, mas o MDB quer emplacar Renato Lima ou Tiago Botelho.

PRONTO, FALEI! 

Flávio Bolsonaro, deputado estadual pelo Rio Foto: ALEX SILVA/ESTADÃO

“Nós sabíamos que havia um risco, mas ele não abriu mão de fazer campanha no meio do povo”, DE FLÁVIO BOLSONARO, DEPUTADO ESTADUAL E FILHO DE JAIR BOLSONARO (PSL), sobre o ataque sofrido pelo presidenciável na última quinta-feira.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA. COLABORARAM VERA ROSA E ROBERTO GODOY

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