Sigilo de delações será debatido no Supremo

Sigilo de delações será debatido no Supremo

Luiza Pollo

23 de outubro de 2017 | 05h30

Prédio do Supremo Tribunal Federal. Foto: Divulgação

A Segunda Turma do Supremo fará a discussão sobre o sigilo das delações premiadas. Acordos firmados pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, incluíram cláusulas nas quais os colaboradores renunciavam ao sigilo antes de serem denunciados. Na avaliação de alguns ministros, a prática é ilegal. A publicidade, dizem, expõe o delator e o delatado. Quem acompanha o assunto diz que uma definição contrária ao que foi praticado pela Procuradoria pode abrir brechas para quem se sentir prejudicado ingressar com ação contra a União.

Agora vai. O presidente do Senado, Eunício Oliveira, vai destravar a discussão do voto distrital misto, de autoria do senador José Serra (PSDB-SP). A proposta entra na pauta do Senado, nos próximos dias.

Entraves. Se aprovado, o texto segue para a Câmara, onde vai enfrentar resistência da bancada evangélica, que tem votos em diferentes regiões, o que seria dizimado pela separação por distritos. A proposta entraria em vigor em 2020.

Rechecagem. Às vésperas da votação da segunda denúncia contra o presidente Temer no plenário da Câmara, ministros contabilizavam votos em reunião ontem, no Alvorada. A maior preocupação era a possibilidade de não ter quórum para liquidar o assunto esta semana.

SINAIS PARTICULARES. Michel Temer, presidente da República. Ilustração: Kleber Sales

Entre a cruz… O Planalto identificou que deputados querem ajudar Temer a se livrar da denúncia, mas esbarram nas eleições. É que salvar Temer expõe os parlamentares nos Estados.

Muito click. O voto dos seis deputados do DEM que se posicionaram contra Temer na primeira denúncia, e prometem repetir o placar, também deixa o Planalto apreensivo. Os demistas alegam sofrer pressão nas redes sociais.

Tomou Doril. Convidados sentiram falta de Temer em dois jantares na casa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Sexta era aniversário de Patrícia, mulher do deputado. Sábado, os filhos dele sopraram as velinhas.

Virou piada. Depois de Moreira Franco e Maia almoçarem ontem, o ministro foi absolvido da “central de intrigas” do Planalto. As suspeitas recaem, agora, sobre Eliseu Padilha.

Tá fácil, não. Sócio na Gamecorp de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha – e irmão de Fernando Bittar, dono no papel do sítio de Lula, em Atibaia –, Kalil Bittar é alvo de execução fiscal pela Prefeitura de SP. O débito é de R$ 3.450,43.

Reparação. Desde que começou a funcionar, em 2002, a Comissão de Anistia do governo federal já pagou mais de R$ 10 bilhões em indenizações a perseguidos políticos. Três décadas após o fim da ditadura, ainda há centenas de pedidos sem julgamento.

CLICK. Prestes a serem expulsos do PSB, deputados tiram foto ao lado de Temer em Miranda (MS) e brincam que vão enviá-la ao presidente do partido, Carlos Siqueira.

Danilo Forte (CE), Tereza Cristina (MS) e Fábio Garcia (MT) posam ao lado de Michel Temer em Miranda, no Mato Grosso do Sul. Foto: Igor Gadelha.

Briga interna. Em meio à crise sobre a presidência do PSDB, Aécio Neves tentou trocar Tasso Jereissati pelo deputado Giuseppe Vecci, braço direito do governador Marconi Perillo (GO).

Água. O governador Geraldo Alckmin (SP) encontrou tema para visitar outros Estados em pré-campanha presidencial: gerenciamento de recursos hídricos.

Maranhão. Alckmin viaja em 11 de novembro a Imperatriz e São Luís, onde fará palestras sobre gestão das águas, a convite do senador tucano Roberto Rocha.

PRONTO, FALEI!

“O Senado não tem um Conselho de Ética, tem um Conselho de Estética”, DO SENADOR RANDOLFE RODRIGUES (Rede-AP), sobre o colegiado não analisar representação contra Aécio Neves (PSDB-MG).

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E LEONEL ROCHA. COLABOROU IGOR GADELHA.

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