Sete de Setembro eleva gasto em embaixadas

Sete de Setembro eleva gasto em embaixadas

Coluna do Estadão

05 de novembro de 2019 | 05h00

Divulgação/Assessoria STF

O Itamaraty aumentou em 40% o gasto com festividades e comemorações nas embaixadas e consulados do Brasil em setembro, em comparação com o mesmo mês de 2018. O desembolso saltou de R$ 415 mil para R$ 579 mil – em valores corrigidos pelo IPCA. O governo trava uma batalha de comunicação no exterior e, na busca por melhorar sua imagem, elegeu o Sete de Setembro como um feriado emblemático. Em Londres, o evento contou com a presença do presidente do STF, Dias Toffoli, e o gasto no mês foi o mais alto: R$ 138 mil. Segundo a embaixada, 57% desse valor, R$ 78,5 mil, foi para o evento Personalidade do Ano, que acontece há 21 anos.

Exemplos. O levantamento foi feito pela ONG Contas Abertas com dados oficiais, a pedido da Coluna. O gasto em setembro na embaixada de Buenos Aires foi de R$ 29 mil, após um agosto sem despesas com festejos. Em Haia, R$ 31,5 mil ante R$ 8,5 mil.

Passando… Em Washington, onde Eduardo Bolsonaro chegou a ser cotado para ser embaixador, o regime foi “espartano”: apenas de gastos, R$ 4,3 mil em festas.

…o pires. Segundo a embaixada, o motivo do baixo custo é que o evento de Sete de Setembro foi organizado na sede da Organização dos Estados Americanos e os custos foram compartilhados com a missão brasileira junto à OEA e com o Consulado-Geral do Brasil em Washington.

Com a palavra. Apesar do aumento nos gastos, oficialmente, o Itamaraty diz que “não foram autorizados gastos adicionais em 2019 para festas de Sete de setembro nas representações brasileiras no exterior”.

Melhor… Quem convenceu Jair Bolsonaro a manter a indicação de Carlos Henrique Sousa para o comando da PF no RJ foi o ministro Sérgio Moro.

…blindar. O ministro argumentou que nomear um escolhido do diretor-geral evitaria abrir o flanco para críticas de supostos e eventuais favorecimentos ao presidente em seu Estado.

Ranking. Para a instalação da CPI do Óleo nas praias do Nordeste (e de todo o litoral brasileiro), o deputado João Campos (PSB-PE) conseguiu bater o recorde de apoio de todos os pedidos protocolados neste ano: 267 deputados.

Faca amolada. Governistas andaram consultando líderes do Centrão para tirar a temperatura do pedido de cassação de Eduardo Bolsonaro no Conselho de Ética. Estão otimistas quanto ao processo, mas temem que o caso seja utilizado para estrangular o governo com pedidos de cargos e liberação de emendas.

Me dê motivos. Parlamentares viram na crítica de Rodrigo Maia a Augusto Heleno duas possibilidades: ou ele está sofrendo pressão de outros líderes para se manifestar ou busca um protagonismo no centro.

CLICK. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (ao centro), fez refeição ao lado de Luciano Bivar (à esq.), presidente do PSL e adversário de Jair Bolsonaro, no Recife.

REPRODUÇÃO/INSTAGRAM ROBERTA JUNGMANN

Topa? A deputada Joice Hasselmann (PSL) convidou Claudio Lottenberg, ex-secretário de Saúde da capital paulista, para ser seu vice na disputa pela Prefeitura no ano que vem.

SINAIS PARTICULARES.
Major Olímpio, líder do PSL no Senado

Kleber Sales

Old school. O senador Major Olímpio (PSL-SP) tirou a caixinha de som do armário para mobilizar a sua base de apoio, nas portas de quartéis e delegacias, no ato contra o reajuste salarial de 5% anunciado pelo governador João Doria (PSDB) para os profissionais da Segurança Pública.

PRONTO, FALEI!

Ivan Valente. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

Ivan Valente, deputado federal (PSOL-SP): “Quem disse que ele não manipulou as provas? Ele, como parte do processo, não deveria ter feito isso”, sobre Bolsonaro ter pego gravações de áudio do condomínio.

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, JULIANA BRAGA E MARIANNA HOLANDA. COLABORARAM BRENDA ZACHARIAS E RAYSSA MOTTA.

Acompanhe nas redes sociais: Facebook | Twitter | Instagram

Tendências: