Sessão da denúncia segue sem quórum quatro horas após abertura

Sessão da denúncia segue sem quórum quatro horas após abertura

Naira Trindade e Leonel Rocha

25 de outubro de 2017 | 13h01

FOTO DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO

Aliados do presidente Michel Temer apelam nos discursos no plenário para convencer os deputados que estão na Câmara a registrar a presença na sessão. Já são 366 parlamentares na Casa, número suficiente para dar prosseguimento à votação da denúncia de investigação de Michel Temer (são necessários 342) . A sessão foi aberta às 9h desta quarta-feira, 25. Às 13h, quatro horas depois, só 276  marcaram presença no plenário. A ação orquestrada por deputados tanto na base aliada quanto oposição tenta pressionar Temer a liberar mais benesses aos parlamentares. Em seu discurso, o deputado Hildo Rocha (PMDB-MA) chamou os ausentes de “fujões da democracia, fujões da República”. Em seguida, Mauro Pereira (PMDB-RS) também pegou o microfone para reforçar o pedido de comparecimento. “É um momento de coragem e não podemos nos esconder”, disse Mauro Pereira (PMDB-RS), da tropa de choque de Temer.

O vice-líder do PMDB na Câmara, Darcício Perondi (RS), reconhece que o relatório do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) só poderá ser colocado em votação se houver uma margem folgada de presentes. “Nós não temos o quórum mínimo para cotar a denúncia, nunca tivemos”, avisou Perondi. O governo conta com deputados de partidos como o PSD e do PP, aliados em alguns Estados a governos do PT e ao mesmo tempo ao governo federal, decidiram marcar presença e ajudar o Planalto. O relator da Comissão de Orçamento, Cacá Leão (PP-BA), e o deputado Paulo Magalhães (PSD-BA), engrossaram o quórum. Os deputados do PT, PSOL, Rede, PDT e PCdoB estão na Câmara, mas não registraram presença. Este grupo e mais alguns dissidentes de partidos da base não chega a 180 votos, insuficientes para aprovar a admissibilidade da denúncia.

Tudo o que sabemos sobre:

sessão

Tendências: