Senador quer levar Marcos do Val ao conselho de ética, que não funciona desde 2019

Senador quer levar Marcos do Val ao conselho de ética, que não funciona desde 2019

Mariana Carneiro, Julia Lindner e Gustavo Côrtes

11 de julho de 2022 | 08h28

O senador Alessandro Vieira (PSDB-SE) promete apresentar uma representação no Conselho de Ética contra Marcos do Val (Podemos-ES), Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e Davi Alcolumbre (União-AP) pela revelação feita pelo capixaba sobre como acessou R$ 50 milhões em verbas do orçamento secreto após ter apoiado a eleição de Pacheco. Acontece que o colegiado está sem funcionar desde setembro de 2019. O último presidente da comissão, Jayme Campos (União-MT), só promoveu a sessão de instalação, há quase três anos. Depois, os trabalhos não foram mais retomados. O mandato dele no comando da comissão venceu no ano passado, e até hoje não foi indicado um substituto. Atualmente, Campos está licenciado.

DORME. No ano passado, Pacheco justificou a demora em instalar o Conselho de Ética alegando questões de segurança pela Covid-19. Em 2022, porém, todos os demais colegiados do Senado foram reativados e hoje funcionam normalmente.

ELEVADOR. Petistas estão ansiosos para saber como ficará o desempenho de Alexandre Kalil (PSD) nas pesquisas após ele se mostrar mais próximo de Lula. A avaliação é que o eleitor mineiro ainda não fez a relação entre os dois, o que precisa ser corrigido. Para petistas, Kalil tem que subir até meados de agosto. Do contrário, recalculam a rota.

Sinais Particulares, por Kléber Sales

Alexandre Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte (MG) e pré-candidato ao governo de Minas Gerais

VERMELHOU. O senador Alexandre Silveira (PSD-MG), que concorre à reeleição na chapa de Kalil, vai se apresentar como o “senador do Lula”. Silveira foi criticado por se aproximar de Bolsonaro neste ano. Agora, defende abertamente que o PSD apoie Lula ainda no primeiro turno.

FOGO… O bolsonarismo está rachado em Santa Catarina, um dos Estados em que o apoio de políticos ao presidente é predominante. A vice-governadora, Daniela Reinehr (PL), que chegou a ser chamada de “Bolsonaro de saias” foi tachada de “impostora da direita” por rivais, como a deputada estadual Ana Campagnolo (PL).

…AMIGO. Há alguns dias, Campagnolo fez uma publicação nas redes sociais que fazia referência à Reinehr e dizia que o “político conservador deve ter pauta e base”. Logo depois apagou.

RINGUE. Reinehr disputa com a deputada Caroline de Toni (PL-SC), que é aliada de Campagnolo, eleitores na região de Chapecó. Elas estão rompidas. De Toni foi a única bolsonarista da bancada feminina que não quis assinar nota de apoio a Ana Blasi – advogada que concorre ao TRF4 com apoio do Centrão e que já defendeu Reinehr no passado.

DISCURSO. Rosângela Moro (União-SP) já definiu as bandeiras que vai empunhar na candidatura a deputada federal por São Paulo. Além de defensora do legado da Lava Jato e de pautas anticorrupção, como esperado, ela quer tratar de temas relacionados ao empoderamento feminino.

COTA. Por exigência dela, boa parte da sua equipe é formada por mulheres. Segundo aliados, o partido espera que Rosângela obtenha de 500 mil a 800 mil votos.

Pronto, falei! Marcelo Freixo (PSB), pré-candidato ao governo do Rio

“Política é lugar do diálogo, não da violência. A bomba jogada no ato com Lula é uma ação de terrorismo que precisa ser investigada e punida de forma exemplar.”

Click, Jair Bolsonaro, presidente da República

Jantou com seu aliado e pré-candidato ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Antes, participaram de cerimônia militar em Pirassununga.

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