Senado também resiste a Estados na Previdência

Senado também resiste a Estados na Previdência

Coluna do Estadão

12 de junho de 2019 | 05h00

Senador Antônio Anastasia (PSDB-MG). Foto: André Dusek/Estadão

Enquanto governadores negociam na Câmara a manutenção dos Estados na Nova Previdência, senadores começam a avaliar o termômetro do outro lado do Congresso. O diagnóstico é de que também haverá dificuldade com os parlamentares do Nordeste e com o medo do fator “Rogério Marinho”, relator da reforma trabalhista que não se reelegeu. Mas como a maioria só precisa enfrentar as urnas em 2026, diminui a resistência. E os senadores ex-governadores pressionam. “É preciso ter regras gerais uniformes”, argumenta Antônio Anastasia (PSDB-MG).

Assim, não. Roberto Rocha (PSDB-MA), oposição a Flávio Dino, diz que falta empenho dos governadores. “Não dá para ter a liberdade de solteiro com o conforto de casado”, ironiza.

Meio caminho andado. Já Cid Gomes (PDT-CE) aposta que, se a Câmara chegar a um entendimento, a discussão transcorrerá com menos sobressaltos no Senado.

Cada um por si. Rodrigo Maia e a equipe econômica jogaram a toalha pelos Estados. Maia por achar que ainda não tem votos, e o governo, por não ter impacto na economia do R$ 1 trilhão.

Segurança. O PSOL pediu escolta para o deputado David Miranda (RJ), marido do jornalista Glenn Greenwald, do site Intercept. Segundo disseram, ele vem sofrendo ameaças.

Prato frio. A oposição decidiu não insistir na convocação de Moro na Câmara. Quer esperar os próximos capítulos para não queimar já essa carta. Centrão vai na mesma linha: deixar ele sangrar lentamente.

Avante. Em um dia, Carlos Jody (PSL-RJ) e Filipe Barros (PSL-PR) conseguiram 103 das 171 assinaturas necessárias para a CPI da violação do sigilo de Moro. Há signatários do DEM, MDB, PSD, PSC, PL e Pros.

SINAIS PARTICULARES. Carlos Jordy, deputado federal (PSL-RJ); por Kleber Sales

Calma, lá. Apesar de muitos embarcarem, deputados experientes acreditam que ela não deve prosperar. Faltaria um fato determinado.

Lugar incerto. Fontes da articulação do governo contam que, antes de Onyx Lorenzoni demitir Carlos Manato (PSL) por telefone, passou duas semanas tentando conversar pessoalmente, mas ele só fugia.

Sinal vermelho. O governo orientou o relator da MP da Liberdade Econômica, Jerônimo Goergen (PP-RS), a rejeitar 60% das 301 emendas apresentadas. Das 69 que suprimem trechos da proposta, só dá para acatar uma sem alterações.

Para todo mundo. Entre as rejeitadas, há uma do PSL pelo fim da cobrança da taxa de conveniência na compra de ingressos pela internet. Das de autoria do PT, devem ser acatadas 5.

Valendo. A Comissão da MP da Liberdade Econômica será instalada hoje.

CLICK. Em audiência na Câmara sobre o uso de beagles como cobaias, uma pessoa vestida de cachorro sentou-se à mesa no lugar da Anvisa, ausente na sessão.

Foto: Reprodução/TV Câmara

O escolhido. O relator do PL do Código de Trânsito na Comissão Especial da Câmara será o deputado Juscelino Filho (DEM-MA).

Tenta… Abraham Weintraub se indispôs de novo com a bancada fluminense. Depois de responsabilizá-la pela redução das emendas para o Museu Nacional, convidou-os para um encontro.

…mas não vai. Mas o MEC informou que celulares serão recolhidos, o que não é comum em reuniões com ministros e de praxe com o presidente. Alguns já dizem que não vão.

PRONTO, FALEI!

Senador Major Olimpio. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

Líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP): “O Brasil precisa muito mais do Sérgio Moro do que ele precisa do ministério”, sobre a crise das conversas envolvendo o ministro e procuradores da Operação Lava Jato.

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, JULIANA BRAGA E MARIANNA HOLANDA

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