Sem renovação, PSDB é mais um gato pardo

Sem renovação, PSDB é mais um gato pardo

Coluna do Estadão

02 de junho de 2019 | 13h21

Foto: Dida Sampaio/Estadao

A principal missão de Bruno Araújo à frente do PSDB, a de preparar a candidatura de João Doria à Presidência, será árdua. Experientes observadores acham quase impossível reconstruir a imagem do partido com a manutenção de velhas figuras regionais, muitas delas enroscadas em investigações cabeludas. Se em SP Doria venceu a eleição apesar do PSDB e colado em Jair Bolsonaro, a fórmula não se repetirá. O partido precisa ter convicções claras e se diferenciar dos demais gatos pardos que, com retoques cosméticos, ocupam hoje o centro.

Balaio. Na mesa de apostas do Congresso, muitos líderes de partidos apostam que a polarização Bolsonaro versus PT se esgotará no próximo ciclo eleitoral. Por isso, até o conservador PRB, ligado aos evangélicos, quer ser de “centro”.

Sonho meu. A receita da turma do centro político passa pelas reformas a serem feitas no Congresso: querem fazer a economia voltar a girar, criar empregos. Ela espera que isso seja lembrado nas urnas. A ver.

Ideia. Ala do MDB se movimenta para lançar Pedro Simon para a presidência do partido, em chapa com a senadora Simone Tebet. O ex-senador diz que se animaria mais com a empreitada se fosse o contrário: ele de vice. “Tem muita gente que não gosta de mim”.

Pop. O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) almoçou recentemente com Luciano Huck. Ele ficou impressionado com a popularidade do apresentador, que a toda hora era interrompido com pedidos de selfie.

Deu ruim. Entidades que atuam na ação do STF que pode descriminalizar a maconha, no começo da semana, viram o gato subir no telhado. Tentaram falar com Dias Toffoli, mas deram com a cara na porta.

SINAIS PARTICULARES

GOVERNADORES.

Coronel Moisés (PSL-SC)

Kleber Sales

Reta final. A leitura de interlocutores de Samuel Moreira (PSDB-SP) é que a equipe econômica tenta, na última semana antes da entrega do relatório da Previdência, mobilizar governadores e deputados para pressionar o Congresso – e Moreira – a manter Estados e municípios na reforma.

Trim trim. As chances são pequenas, mas a pressão começou. Governadores, deputados e representantes de municípios passaram o sábado ligando para o relator. O governador Eduardo Leite (RS) já até pediu reunião com Moreira.

Feito. O MDB escolheu o deputado José Priante para presidir a Comissão Especial do Estatuto dos Militares, que começa a funcionar nas próximas semanas.

Sai pra lá. O deputado estadual Campos Machado (PTB-SP) vai entrar com representação no Ministério Público contra o PSDB-SP por assédio moral. Alega que, atraídos pelo governo paulista, dois prefeitos trocaram o PTB pelos tucanos.

Com a palavra. O PSDB diz não oferecer nenhuma vantagem além de sua força e “estrutura do partido”.

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, JULIANA BRAGA E MARIANNA HOLANDA

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