Sem reforma, SP projeta R$ 12 bilhões a menos

Sem reforma, SP projeta R$ 12 bilhões a menos

Coluna do Estadão

09 de outubro de 2020 | 05h00

João Doria, governador de São Paulo. Foto: Governo de SP

Enquanto a oposição manobra para barrar a votação do ajuste fiscal do governo de São Paulo na Assembleia Legislativa, o Executivo paulista encaminhou o Orçamento discriminando o impacto financeiro de uma eventual rejeição da medida pelos deputados estaduais. Segundo o Bandeirantes, cerca de R$ 12 bilhões deixarão de ser investidos no ano que vem em áreas estratégicas. A Educação deixará de receber R$ 2,8 bilhões, enquanto a Saúde, R$ 1,1 bilhão. A baixa na Segurança Pública, importante bandeira da gestão João Doria, será de R$ 1,7 bilhão.

Efeito. Até os futuros prefeitos  encontrarão os cofres mais vazios. O governo  deixará de repassar R$ 2,8 bilhões para os 645 municípios de São Paulo no primeiro ano das próximas administrações municipais.

Ação nacional? Emissários de Jair Bolsonaro entraram nas negociações de bastidores da Assembleia para evitar a aprovação da reforma de João Doria. Quando o Bandeirantes já contava ter somado os 48 apoios necessários, sofreu um revés inesperado. As digitais do Planalto teriam sido encontradas na manobra.

Gás. A leitura: a reforma pode dar fôlego financeiro a Doria rumo a 2022.

Não… Coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Alessandro Oliveira disse à Coluna que o momento é de uma evidente “reação sistemática” à famosa operação.

…acabou. “Não estou dizendo que foi feito de maneira orquestrada, mas o fato é que recentes posturas têm limitado bastante a nossa atuação”, disse. Ele não especificou de onde partem os ataques. “De todos os setores”, afirmou.

Será? Frase que se destacou nos grupos de advogados sobre Luiz Fux ter jogado para o plenário processos da Lava Jato: o presidente do STF pode ter dado um tiro no pé ou na cabecinha da operação. Acham que o plenário pode ser mais garantista do que parece.

Mestre. Resumo feito por perspicaz conhecedor do mundo jurídico sobre os recentes movimentos no Supremo Tribunal Federal: enquanto o ministro Luiz Fux joga damas, Gilmar Mendes joga xadrez.

SINAIS PARTICULARES. 
Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal

Ilustração: Kleber Sales

Fora da… Bia Kicis (PSL-DF), bolsonarista raiz, se reuniu com Kassio Marques, mas evitou criticar ou defender o indicado de Jair Bolsonaro ao Supremo nas redes sociais.

…polêmica. “O presidente colocou uma pessoa que ninguém esperava. Normal que as redes fiquem nervosas. Agora, a gente tem que esperar que, ao chegar lá, ele vote de acordo com o que vem falando: contra o ativismo judicial, aborto, etc”, afirmou.

CLICK. Michelle Bolsonaro registrou nas redes sociais sua viagem a Breves (PA) no avião da FAB. Ela acompanhou a comitiva presidencial à cidade na Ilha de Marajó.

Reprodução/Instagram

Captei. Rodrigo Maia jantou com Michel Temer em São Paulo na quarta-feira (7/10). A seu modo, o ex-presidente da República, que também comandou a Câmara, aconselhou o deputado a manter cautela na sucessão do Congresso e a pensar em seu legado para além das disputas em curso nas duas Casas.

Em chamas. Desembarcam hoje no Pantanal 51 policiais do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal para ajudar a combater os incêndios. O pedido foi feito por Mato Grosso do Sul e as diárias serão pagas pelo Ministério da Justiça. Já estão lá 31 bombeiros de Santa Catarina também.

BOMBOU NAS REDES!

FOTO: DIDA SAMPAIO / ESTADAO

Cristovam Buarque, ex-senador (Cidadania-DF): “Bolsonaro ficará na história da política como alguém que usou a Lava Jato para se eleger para acabar a Lava Jato. O verbo ‘bolsonarar’ vai significar se eleger com uma bandeira para destruí-la depois de se eleger”, sobre Bolsonaro dizer que acabou com a Lava Jato.

COM ALBERTO BOMBIG, MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA.

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