Sem PT, movimento pede ‘Impeachment Já’

Sem PT, movimento pede ‘Impeachment Já’

Coluna do Estadão

16 de junho de 2020 | 05h00

Ato contra o presidente Jair Bolsonaro reúne manifestantes no Largo do Batata, em São Paulo Foto: Daniel Teixeira/ Estadão

A oposição parece ter aprendido com os erros do PSDB: a estratégia do “vamos deixar o presidente sangrar e ganhar nas urnas” embute alto risco; não funcionou contra os petistas Lula, em 2006, e, em certa medida, Dilma Rousseff, em 2014. Agora, PSB, PDT, PV, Rede e Cidadania lançaram o movimento “Impeachment Já!” pelo afastamento de Jair Bolsonaro. Carlos Siqueira (PSB) diz: “O presidente prega diariamente ideias antidemocráticas, ataca o Supremo, o Congresso, a imprensa e cria um clima de instabilidade no País. A quem interessa?”

Única saída. Para o presidente do PV, José Luiz Penna, “já que não temos o parlamentarismo, a única saída constitucional para acabar com os desmandos de Jair Bolsonaro é o impeachment. E vamos nessa”.

Tô fora. O PT, apesar de ter sido convidado, decidiu não aderir ao movimento.

Esses, não. Rodrigo Maia tem dito a aliados que não pretende aceitar os pedidos de impeachment de Bolsonaro que estão sobre sua mesa. Talvez outros.

Subiu. A avaliação geral nos mundos político e jurídico é de que a crise escalou no fim de semana. Por isso, a grande quantidade de notas e de posicionamentos. A leitura geral, traduzida na operação que prendeu Sara Winter, é: a lei impõe regras e limites que não serão ultrapassados.

Deu ruim. O deputado federal Ruy Carneiro (PSDB-PB) e a estadual Augusta Brito (PC do B-CE) se desculparam publicamente por filhos que solicitaram e receberam o auxílio emergencial de R$ 600 do governo federal.

Peço… “Faço questão de vir a público comunicar que tomei conhecimento que o meu filho, Ruy Carneiro Filho, 22 anos, à minha revelia, solicitou indevidamente o auxílio emergencial, tendo recebido duas parcelas de R$ 600, já devolvidos ao Tesouro no último dia 10.”

…desculpas. “Com muita humildade, peço desculpas, em nome da minha filha, que está profundamente arrependida. Como mãe, estarei ainda mais atenta e vigilante na orientação dos seus atos”, disse a deputada, que também afirma ter devolvido o valor.

CLICK. De máscara, o vereador paulistano João Jorge (PSDB) saiu para correr com o amigo Levi Rossi, em Americana (SP). A pergunta: isolamento só na capital?

Reprodução/Facebook

Já deu? Aliados de Tereza Cristina dizem que ela está “esgotada”. Não bastasse permanecer imprensada entre o DEM, seu partido, e o governo, ela agora tem de lidar com a pressão do Centrão para obter espaços no Ministério da Agricultura.

Mais um. O Centrão cresceu o olho sobre a pasta dela e quer nomear o ex-deputado César Halum (Republicanos), atual secretário de Agricultura do Tocantins, para a Secretaria de Política Agrícola do ministério. O cargo é ocupado por Eduardo Sampaio Marques, nome de confiança da ministra.

SINAIS PARTICULARES.
Tereza Cristina, ministra da Agricultura

Ilustração: Kleber Sales

A ver. Em reunião com representantes da indústria, Paulo Skaf indicou que não pretende alterar o estatuto do Ciesp, mas não falou nada em relação à Fiesp. Para tentar sua reeleição em 2021 no comando da poderosa entidade empresarial, Skaf precisa mudar a regra em vigor.

Ação. O secretário de Relações Internacionais de SP, Júlio Serson, convocou o Conselho de Gestão da Secretaria de Relações Internacionais para discutir hoje a retomada da economia pós-pandemia. Henrique Meirelles palestrará.

Assim não. O Psol acionou a Comissão de Ética Pública contra o deputado Fábio Faria (PSD-RN) por entender que há conflito de interesses envolvendo a criação do ministério das Comunicações. A representação afirma que Faria tem concessão de radiodifusão no Rio Grande do Norte e é genro de Silvio Santos, dono do SBT.

De olho. A sigla também representou contra o secretário de Comunicação, Fábio Wajngarten. Na denúncia, o Psol propõe a criação de uma força-tarefa com o Ministério Público Federal, o Tribunal de Contas da União e a Controladoria Geral da República para o acompanhamento, inclusive orçamentário e financeiro, monitoramento e investigação dos atos do recém-criado Ministério da Comunicação.

BOMBOU NAS REDES!

Deputado Vinicius Poit. FOTO: MICHEL JESUS/CÂMARA DOS DEPUTADOS

Vinicius Poit, deputado federal (Novo-SP): “Ao anunciar sua saída, o secretário Mansueto deixou claro que não podemos comprometer o ajuste fiscal. Por isso, precisamos fazer as reformas.”

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA.

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