Sem consenso, reforma pode ficar para o Supremo resolver

Sem consenso, reforma pode ficar para o Supremo resolver

Luiza Pollo

24 Agosto 2017 | 05h30

Foto: Dida Sampaio/Estadão

A falta de consenso e o tempo exíguo para votação na Câmara e no Senado fazem líderes do Congresso apostarem que a reforma política terá de ser feita pelo Supremo Tribunal Federal. Já que deputados e senadores não se entendem, a alternativa seria provocar os ministros da Corte sobre pontos polêmicos. Foi o STF, por exemplo, quem proibiu o financiamento privado como resposta ao esquema desvendado pela Lava Jato. Também definiu que o mandato pertence ao partido, proibindo o troca-troca desde que não seja para nova sigla.

Não deu certo. O presidente do TSE, Gilmar Mendes, é crítico dessa alternativa. Observa que a janela para a mudança partidária estimulou a criação de novos partidos e a regra do financiamento não impediu doações ilegais em 2016.

Melhor não. “Temos no STF as mãos devidamente queimadas com nossas intervenções”, diz o ministro.

Antes da cláusula. O TSE foi informado oficialmente que está em curso a criação do ‘Partido Iguais’. Com isso, já são 67 os que tentam se viabilizar. Se todos conseguirem completar o passo a passo, o Brasil terá em breve 102 partidos.

Bate-bola. O ministro Aloysio Nunes conversa com a CBF sobre a realização de um jogo no Haiti para marcar a saída das tropas brasileiras do país em outubro. Os jogadores seriam os mesmos que atuaram no amistoso de 2004.

O time. O técnico Carlos Alberto Parreira aceitou o desafio. Falta combinar com os jogadores. O time era formado por estrelas como Ronaldo, Ronaldinho e Juninho Pernambucano.

Na ponta do lápis. Tucanos governistas contaram seis tentativas do senador Tasso Jereissati de levar o PSDB a desembarcar da base de apoio de Temer. Dizem que, se ele permanecer na presidência do partido, buscará a sétima, oitava…

Erramos? Tasso recebeu pesquisa que aponta repercussão positiva entre os tucanos que assistiram ao polêmico programa da sigla.

Confortável. Depois de indicar um deputado desalinhado com o Planalto para relatar a denúncia contra Temer na CCJ da Câmara, o deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG) ainda mantém cargos no governo. O presidente de Furnas e da Ceasa de Minas.

A sós. Michel Temer avisou aos deputados que vão acompanhá-lo na comitiva à China que há possibilidade de eles voarem em aviões separados. Motivo: Temer pensa em levar a primeira-dama, Marcela. Família embarca em um avião, deputados em outro.

CLICK. O prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan (PSDB), pediu orientação ao senador José Serra, seu colega de partido, sobre problemas do município.

Naira Trindade

Mesmo molde. Antes do publicitário Elsinho Mouco, o Palácio do Planalto também havia usado a Isobar, agência que presta serviços à Presidência, para contratar Daniel Braga, que tinha a mesma tarefa de auxiliar o presidente. Braga deixou a vaga recentemente.

Quem, eu? Daniel Braga diz que não  auxiliava o presidente Michel Temer, mas o governo federal.

Pela culatra. A postura do ministro Fernando Coelho Filho (Minas e Energia) em relação à Cemig irritou a bancada mineira. Acusam o ministro de se esquivar de atendê-los, empurrando a solução para a equipe econômica.

Sinais Particulares/ ministro Fernando Filho

Pronto, Falei!

“É uma decisão infeliz e parcial do ministro. Existem todos os elementos para que seja acatado o pedido de investigação contra o presidente Temer, mas só o ministro Alexandre Moraes não viu”, do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) sobre a decisão do ministro contrária a obrigar a Câmara a analisar pedidos de impeachment contra Temer.

 

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