Sem Aliança, MBL vê pista livre na eleição em São Paulo

Sem Aliança, MBL vê pista livre na eleição em São Paulo

Coluna do Estadão

09 de março de 2020 | 02h03

Arthur do Val em evento do MBL (Divulgação)

Sem partido próprio e acomodados no Patriota, dirigentes do Movimento Brasil Livre (MBL) comemoram: o Aliança Pelo Brasil, de Jair Bolsonaro, não deverá mesmo ficar pronto para as eleições deste ano. Eles entendem que, sem o clã diretamente envolvido na disputa em São Paulo, a pista da direita estará desobstruída nas eleições. Calculam que há muitos votos “conservadores” e “antipetistas” e poucos candidatos viáveis para correr nessa faixa. O MBL não é exatamente amado pelos apoiadores do presidente, mas tem público cativo na capital.

Quero passar. Além de Arthur do Val para a Prefeitura, o núcleo duro do MBL terá mais dois candidatos neste ano: Fernando Holiday, deve disputar a reeleição como vereador, e Rubens Nunes, o Rubinho, também planeja concorrer ao Legislativo Municipal.

Vaga. Há a perspectiva de o ex-tucano Paulo Mathias, egresso da gestão João Doria e barrado pelo processo seletivo do Novo, também se lançar candidato pelo Patriota à Câmara.

Free. Sob o comando do MBL, o Patriotas-SP abriu as portas para “candidaturas independentes”: dispensadas da vida partidária.

Ativo. O empresário e presidenciável João Amoêdo continuará com sua atuação partidário no Novo após deixar a presidência da sigla: “Vou ficar no conselho da fundação do partido, que terá um centro de treinamento para quem está entrando na política”, diz.

Ritmo lento. Impasses em diversos partidos da Câmara para a definição de suas lideranças têm atrasado a instalação das comissões temáticas da Casa.

Reequilíbrio. Deputados chegaram a conversar sobre a possibilidade de esperar a criação do Aliança para instalar as comissões.

Onyx Lorenzoni, ministro da Cidadania


Batata quente.
Onyx Lorenzoni, definitivamente, não vive com sorte. Bastou ele assumir o Ministério da Cidadania para o Estado revelar o Nordeste foi preterido na concessão de novos benefícios do Bolsa Família em janeiro: apenas 3%.

Nova era. O CNJ implanta hoje o sistema eletrônico de execução unificada no TJ-SP, um dos últimos no País a aderirem à digitalização dos processos. Até o meio deste ano, todos os tribunais brasileiros terão de estar atualizados.

Aos poucos. A operação começará com a digitalização de todas as peças e incidentes de 800 processos físicos dos presos da Penitenciária de Casa Branca. Haverá também a capacitação de juízes e servidores.

Sem papel. Dos 27 tribunais estaduais e dos 5 federais, 30 já aderiram à implantação do modo eletrônico. Existem hoje 1,1 milhão de processos no sistema. Com a finalização da implantação, espera-se algo entre 1,5 milhão e 2 milhões.


CLICK.
Mulheres foram à Avenida Paulista em manifestação com forte apelo político pelo Dia da Mulher. Críticas ao governo Jair Bolsonaro foram a tônica dos protestos.

Oito… O presidente do STF, Dias Toffoli, criou grupo de trabalho para avaliar a inclusão de mais mulheres nas bancas de concurso para a magistratura. A ideia é aumentar a participação de juízas na magistratura.

… de março. “Quando a questão é equidade, a mulher se vê numa cultura patriarcal em que esse quadro de desequilíbrio foi sendo naturalizado”, disse a coordenadora do grupo, a conselheira Ivana Farina.


BOMBOU NAS REDES!
Katia Abreu
Senadora (PDT-TO)
“Ir às ruas, fazer greves e manifestações é legitimado pela democracia. Mas chamar para a rua contra o Congresso e o STF é destruir a mesma democracia.”

COM MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA. COLABOROU PEDRO VENCESLAU.

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