Segurança de aplicativo preocupa militares

Segurança de aplicativo preocupa militares

Coluna do Estadão

13 de junho de 2019 | 05h00

Presidente Jair Bolsonaro. FOTO: WILTON /ESTADÃO

Na esteira do desgaste envolvendo Sérgio Moro, a cúpula militar do governo tenta convencer Jair Bolsonaro a usar os dispositivos de segurança disponíveis na Abin para a comunicação governamental. O presidente é adepto do WhatsApp mesmo em conversas com os ministros, que também possuem o telefone criptografado da agência de inteligência, o TCS. Apesar de as investidas dos hackers terem sido até agora direcionadas aos integrantes da Lava Jato, a sensação é de que ninguém está 100% seguro, dizem interlocutores de Jair Bolsonaro.

Salve-se quem puder. O pânico também bateu na Esplanada. Alguns trataram de limpar mensagens antigas. Outros foram atrás de descobrir o que é a tal da dupla verificação.

Tome tento. Um general muito próximo a Bolsonaro diz que ele manda “áudio, foto, vídeo” pelo WhatsApp e que “não tem a cabeça de um presidente, que precisa ser mais cuidadoso”.

Até tu? As Forças Armadas possuem o seu próprio aplicativo de mensagens, o Ebchat. A preocupação entre generais agora é saber se ele também pode ser vulnerável aos hackers.

Troca-troca. Pauderney Avelino (DEM-AM) está cotado para integrar a equipe de Abelardo Lupion (DEM-PR), que assumiu a Secretaria Especial para a Câmara no lugar de Carlos Manato (PSL). Avelino sofre resistência por ser mais um nome do DEM.

Ouvidoria. Em café da manhã ontem com deputados do PSL foi a vez de o presidente da República ouvir reclamações sobre a líder do governo, Joice Hasselmann. Bolsonaro contemporizou. A deputada tem bom trânsito na Casa.

Davi e Golias. A ministra Damares Alves reuniu-se com seu contraparte israelense, Avremi Torem. Pediu a ele apoio para brigar pela quebra de patentes de remédios para doenças raras.

Velocidade da luz. O acordo entre Brasil e Estados Unidos para o uso da Base de Alcântara chegou à Câmara. O presidente da Comissão de Defesa e Relações Exteriores, Eduardo Bolsonaro, designou o maranhense Hildo Rocha (MDB) como relator.

SINAIS PARTICULARES
Fernando Azevedo e Silva, ministro da Defesa

ILUSTRAÇÃO: KLEBER SALES/ESTADÃO

Caminho… O deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) protocolou projeto para criminalizar a homofobia: prevê agravante de um terço à metade da pena em homicídios e lesões corporais motivados pela “transexualidade e/ou orientação sexual da vítima”.

…do meio. Houve acordo com a oposição para criar a agravante, mas faltou para outros itens, que ficaram fora. Sóstenes entregou o projeto ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e encaminhou ofício ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli.

CLICK. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (à dir.), ganhou bolo de aniversário em almoço com Baleia Rossi (centro) e outros no apartamento de Fábio Ramalho.

FOTO: DIVULGAÇÃO

Manda quem pode. O ministro Fernando Azevedo e Silva foi convocado para passar o Dia dos Namorados com o presidente Jair Bolsonaro. Botafoguense, assistiu ao duelo entre Flamengo e CSA no Mané Garrincha, ao lado do presidente.

Odara. A produtora e empresária Paula Lavigne visitou, com o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), a Embaixada da China. Trataram da entrada de empresas de aplicativo de música no mercado chinês e do primeiro show que Caetano Veloso fará na China, em março do ano que vem.

PRONTO, FALEI!

Wellington Dias. FOTO: MARCOS CORREA/PR

Wellington Dias, governador do Piauí (PT): “O governo teve responsabilidade ao incluir os Estados na reforma da Previdência. Confiamos que o Congresso também terá”, sobre Estados na reforma.

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, JULIANA BRAGA E MARIANNA HOLANDA

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