‘Se for para dizer amém eu não vou’, afirma Janaina

‘Se for para dizer amém eu não vou’, afirma Janaina

Coluna do Estadão

24 Julho 2018 | 05h30

Janaina Paschoal Foto: Clayton de Souza/Estadão

Janaina Paschoal conta que uma das suas condições para aceitar a vaga de vice do presidenciável Jair Bolsonaro é participar das decisões do eventual governo. “Se ele quer uma pessoa para trabalhar, tudo bem. Mas se for para dizer amém eu não vou”, afirma. “Terei que mudar toda minha vida. Eu tenho que ir para representar as pessoas que vão confiar em mim.” Sobre ter irritado interlocutores do candidato ao falar, em discurso na convenção, que não admite o pensamento único, ela afirma que o PT já fez isso e não deu certo. “Lula é quem diz ‘nós contra eles’. Isso não aceito.”

Quem te conhece… Janaina Paschoal rompeu com o jurista Miguel Reale, seu amigo de anos, depois que ele passou a pressioná-la a desistir do pedido de impeachment de Dilma Rousseff.

…que te compre. Os dois foram autores da peça que levou a cassação do mandato da petista, mas Reale avaliou que o pedido da OAB deveria prevalecer ao deles. O caso é contado na campanha de Bolsonaro para demonstrar que Janaina perde amigos para defender suas convicções.

Não conte comigo. A aliança do PSDB com DEM no âmbito nacional não garante o palanque ao presidenciável Geraldo Alckmin em Goiás. Lá, Ronaldo Caiado (DEM), que lidera as pesquisas, diz que vai apoiar Alvaro Dias (Podemos).

Poder de veto. Caiado é adversário em Goiás de Marconi Perillo, coordenador político da campanha de Alckmin. Como revelou a Coluna, a pedido dele o Centrão exigiu que Alckmin destituísse Perillo da função. Perillo nega a versão. “Tem espaço pra todo mundo.”

Deleta! O ministro Carlos Marun, da articulação política, trocou mensagens com o presidenciável Henrique Meirelles (MDB) minutos depois que seu polêmico texto com propostas para a campanha vazou. “Vamos em frente”, finalizou Meirelles.

SINAIS PARTICULARES: Henrique Meirelles, presidenciável MDB; por Kleber Sales

No regrets. Ontem, após a polêmica vir à tona, Marun ainda mantinha cada linha sugerida. “Só tiraria o “débil mental”, mencionado ao pré-candidato do PDT ao Planalto, Ciro Gomes. Marun conta que escreveu o texto no domingo à noite, do celular mesmo. Fez e refez. Chegou a escrever três versões. Enviou a última.

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Sinal verde. Após conversa com Alckmin, ontem, o PSDB de Pernambuco vai exigir do candidato ao governo Armando Monteiro (PTB) que declare apoio ao presidenciável. Caso contrário, a aliança será rompida e o PSDB vai lançar Bruno Araújo ao governo. Ele foi o autor do voto decisivo do impeachment de Dilma Rousseff.

Com calma. Alckmin pediu “prudência” no diálogo. O partido foi o primeiro a aderir à sua campanha. O comando do PTB diz que não vai obrigar Armando Monteiro a retirar o apoio ao presidenciável do PT, seja ele quem for.

Passa depois. Após sinalizar que pode recusar a vaga de vice na chapa de Geraldo Alckmin, Josué Gomes adiou reunião que teria hoje com o governador mineiro, Fernando Pimentel. Alegou problema de agenda. O PT ofereceu a ele o posto de candidato a vice-governador.

Coro. Na conversa com Alckmin, Josué Gomes afirmou que consultaria a família para decidir. No início do mês, sua mãe, Mariza Gomes da Silva, viúva de José Alencar, disse ao Estado que “se Deus quiser, Josué não vai concorrer. Nem eu, nem a mulher dele, nem a filha queremos.”

CLICK. Pré-candidato do DEM ao governo do Pará, Márcio Miranda quer associar o adversário Helder Barbalho (MDB) à rejeição do presidente Michel Temer.

FOTO: Reprodução

DNA. Um tucano graúdo contou a Geraldo Alckmin que Josué Gomes ingressou no PR a convite de José Dirceu para ser vice de Lula, o que dificulta o diálogo.

Reforço. O publicitário Daniel Braga conversa com o presidenciável Henrique Meirelles (MDB) para assumir a campanha digital dele nas eleições. Braga assessorava Flávio Rocha (PRB), que desistiu de concorrer.

Ritual. O STF marcou para 9 de agosto o julgamento sobre o sacrifício de animais durante rituais de religiões de matriz africana. O MP gaúcho questiona uma lei do Rio Grande do Sul que prevê que a morte de bichos nesses casos não viola o Código Estadual de Proteção aos Animais.

PRONTO, FALEI! 

Deputado Lincoln Portela FOTO: arquivo pessoal

“O Centro está esfarelado. O PSDB não é de Centro e o Josué é um cara com viés para a esquerda”, DO DEPUTADO LINCOLN PORTELLA (PR-MG), colega de partido do empresário. 

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA. COLABOROU RAFAEL MORAES MOURA

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