‘Se Bolsonaro for eleito, prepare seu bolso’, diz campanha de Alckmin

‘Se Bolsonaro for eleito, prepare seu bolso’, diz campanha de Alckmin

Vera Rosa, Andreza Matais e Naira Trindade

20 de setembro de 2018 | 14h41

No programa de TV que irá ao ar na noite desta quinta-feira, o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) fará seu ataque mais duro ao adversário Jair Bolsonaro (PSL) e ao PT, que lideram as pesquisas de intenção de votos. Alckmin não cita o presidenciável Fernando Haddad (PT), mas, sim, o ex-presidente Lula.

O tucano afirma que a proposta da campanha de Bolsonaro, desenhada pelo economista Paulo Guedes, vai aumentar impostos e recriar a CMPF.  “Quem vai comandar a economia do Brasil é um banqueiro milionário. Ele já disse o que pretende fazer. Menos imposto para os ricos e mais imposto para os pobres”, diz um locutor. E conclui: “Prepare seu bolso! Com o econ0mista do Bolsonaro pobre vai pagar mais imposto”.

O programa também compara a situação na Venezuela ao que pode ocorrer no Brasil, caso os candidatos dos extremos sejam eleitos. Mostra o ex-presidente Lula e Bolsonaro apoiando Hugo Chávez, que deu início a uma ditadura no país vizinho. O locutor diz que Lula e Bolsonaro “são fãs” de Chávez. “Chávez é uma esperança para a América Latina e gostaria muito que essa filosofia chegasse ao Brasil”, disse Bolsonaro, em entrevista do Estado, destacada na propaganda do tucano.

Uma venezuelana pede aos brasileiros que não acreditem em salvadores da pátria. “Não acreditem em salvador, por favor. Não existe salvador. Por trás desse salvador o que existe é um diabo”, diz ela.

Para Alckmin, “o risco de o Brasil se tornar uma nova Venezuela é real a partir dos extremismos que estão colocados nessa eleição.” Em tom mais contundente do que o habitual, o tucano diz que Bolsonaro “já defendeu o uso da tortura” e “acha normal que mulheres ganhem menos que os homens”. O candidato diz, ainda, que o capitão reformado é um “despreparado, que representa um verdadeiro salto no escuro”. Já o PT, para Alckmin, “é a própria escuridão, sempre radical e extremista”.

O presidenciável do PSDB afirma que PT e Bolsonaro “são dois lados de uma mesma moeda: a do radicalismo”. E conclui: “Se qualquer desses lados vence, o país perde. Sou oposição a ambos porque sou a favor do Brasil”.

A Coluna está em contato com as assessorias do PT e de Bolsonaro para que respondam aos ataques do tucano.