Rodrigo Maia quer usar verba da folha de pagamento da Câmara na segurança

Naira Trindade

05 de junho de 2017 | 15h12

 

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia

Ilustração: Kleber Sales/Estadão

Atualizada às 18h56.

Em almoço com 80 prefeitos e deputados do Rio de Janeiro, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), avisou que deseja usar a verba arrecadada com a “venda” da folha de pagamento dos funcionários da Câmara para ajudar em políticas de segurança. “O recurso vai para a segurança e todos os estados serão atendidos”, disse Rodrigo Maia à Coluna.

A estimativa de Maia é arrecadar pelo menos R$ 250 milhões ao “vender” para outro banco o direito de gerir o pagamento dos 24 mil servidores de carreira, contratados temporariamente e terceirizados. Essas contas são administradas há oito anos pelo Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, que pagam, respectivamente, R$ 170 milhões e R$ 35 milhões. No passado, o então presidente da Câmara e hoje ex-deputado preso, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tentou vender essa folha de pagamento para a construção de um shopping, o Parlashopping.

A reunião desta segunda-feira, 5, na residência oficial, abre uma série de outras que Rodrigo Maia pretende fazer para ajudar deputados e prefeitos a enfrentarem os problemas de segurança público dos municípios. No almoço, os ministros Mendonça Filho (Educação) e Bruno Araújo (Cidades) deram dicas aos prefeitos de como podem melhorar seus projetos a fim de garantir que as emendas sejam de fato aplicadas.