Resolução de Maia desagrada bloco de esquerda

Coluna do Estadão

01 de fevereiro de 2019 | 19h13

O atual presidente da Câmara e candidato favorito à reeleição, Rodrigo Maia (DEM-RJ), editou uma resolução em que reconheceu fusões de partidos ainda não homologadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A oposição diz que a resolução é uma manobra para isolar o bloco do PT, PSB, PSOL e Rede. Já que, considerando fusões em andamento, eles seriam o terceiro bloco e teriam direito a menos comissões. O principal bloco beneficiado pela resolução de Maia é o composto por PCdoB, PDT, SD, Avante, PROS, PHS, Patriota, PRP, PV, DC e PPL. Nele, os partidos que não atingiram a cláusula de barreira, puderam compor o bloco e seus deputados entraram na conta.

O PCdoB, por exemplo, já contava com a fusão com o PPL, chegando a 10 deputados. Este bloco, com todos os partidos, chega a 105 deputados, segundo maior, atrás apenas do de Maia. A oposição diz que, se não fosse considerada a resolução do presidente da Casa, o bloco não poderia contar com os deputados dos partidos que não atingiram cláusula de barreira e teriam 94 parlamentares, 3 a menos que o bloco do PT, PSOL, PSB e Rede. “A decisão de Maia não passa de uma canetada sem vergonha, que busca subverter a realidade e criar uma oposição domesticada na Câmara dos Deputados” afirmou o presidente do PSOL, Juliano Medeiros. Deputados da oposição prometem questionar e dizem que, se não for revogada a resolução no plenário, vão acionar a Justiça.

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