Renúncia de Cunha deve ficar para depois da CCJ, dizem interlocutores

Renúncia de Cunha deve ficar para depois da CCJ, dizem interlocutores

.

Daniel Carvalho

29 de junho de 2016 | 21h18

cunha

Interlocutores de Eduardo Cunha dizem que o presidente afastado da Câmara tem um novo timing para apresentar sua renúncia à presidência da Câmara, de onde está afastado por determinação da Justiça. Seria logo depois da votação de seu recurso na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) contra o parecer que pede a cassação do mandato.

Outra aposta de Cunha, segundo aliados, é no campo jurídico. Se renunciar à presidência, o peemedebista deixa de ser julgado pelo plenário do STF e tem seu caso apreciado pela Segunda Turma do tribunal. Presidida pelo ministro Gilmar Mendes, o grupo é menor (5 de 11 ministros) e as sessões não são transmitidas pela TV.

Procurado, Eduardo Cunha orientou a Coluna do Estadão a recorrer a seu Twitter, onde voltou a dizer que “não existe qualquer discussão de renúncia”.

Dois nomes despontam na briga pela sucessão de Eduardo Cunha. Rogério Rosso (PSD-DF), com apoio do próprio presidente afastado, e Giacobo (PR-PR), que tem conversado com PT, PDT e PSB, segundo representantes de seu partido.

“Não defendo ninguém porque não terá eleição agora”, diz Cunha sobre apoio a Rosso, que ainda tenta convencer a todos de que não é candidato.

Tudo o que sabemos sobre:

Estratégia

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: