Relator já votou a favor de pedido similar ao de Flávio Bolsonaro

Relator já votou a favor de pedido similar ao de Flávio Bolsonaro

Coluna do Estadão

21 de janeiro de 2019 | 05h00

Marco Aurélio Mello

Foto: Dida Sampaio/Estadão

O ministro Marco Aurélio Mello, relator do processo do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), já votou a favor de um recurso que contestava o envio – sem autorização judicial – de informações do Coaf ao Ministério Público. Os demais integrantes da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), porém, divergiram dele em dezembro de 2017 e não viram quebra de sigilo bancário na troca de informações Coaf-MP. Esse é um dos pontos levantados na reclamação do filho do presidente, que contesta a condução das investigações pelo MP fluminense ao obter dados do Coaf sem aval judicial.

A caneta é minha. Procurado pela Coluna, Marco Aurélio disse que vai concentrar sua análise na competência ou não do Supremo para cuidar das investigações do caso Queiroz. “A matéria versada é outra”, afirmou, ao sinalizar que não decidirá a respeito do compartilhamento de informações pelo Coaf.

Junto e misturado. A biografia de Bolsonaro, divulgada no site oficial da presidência, exalta os filhos do presidente. Eduardo é descrito como o deputado federal com “a maior votação do País…recorde para uma disputa à Câmara”. Sobre Flávio, diz que foi eleito senador pelo Rio.

Retrovisor. A capacidade de negociação do governo Bolsonaro com o Congresso vai pesar mais na aprovação da reforma da Previdência do que os desdobramentos da crise envolvendo o filho do presidente, avalia um ex-ministro de Temer.

Bê-a-bá. Esse ministro lembra que Temer foi envolvido diretamente em escândalos de corrupção, o que não o impediu de conduzir negociações bem sucedidas.

O segredo. Temer recebia com frequência sua base aliada. Já Bolsonaro, nos primeiros 15 dias, reservou sua agenda para reuniões com dois filhos, ministros e oito parlamentares, sendo seis de primeiro mandato e do PSL, seu partido.

#ficaTemer. Os organizadores do Fórum Econômico Mundial, que começa terça em Davos, enviaram e-mails convidando a imprensa para evento com Michel Temer, ao invés de Bolsonaro. Na última sexta, foi a vez do Planalto trocar Bolsonaro por Temer na agenda oficial da Presidência.

Amarrados. Algumas alternativas em estudo pelo governo paulista para evitar que a GM deixe o País dependem de decisão do Confaz. O problema é que a primeira reunião dos secretários de fazenda estaduais em 2019 é só em abril.

Nó. O presidente da GM Mercosul, Carlos Zarlenga, seu vice e cinco diretores estiveram segunda, 14, com o secretário de Fazenda de SP, Henrique Meirelles, em busca de alternativas para restaurar a lucratividade. As opções imediatas: renegociação com fornecedores, revendedores e funcionários.

CLICK. A repercussão da investigação nas movimentações financeiras de Fabrício Queiroz chegou às quadras de Brasília, que ganharam pichação “Queiroz Laranja”.

Foto: Fabio Serapião/Estadão

Analógico. Sergio Moro ainda avalia se vai criar um perfil no Twitter. Dos 21 ministros, apenas oito estão fora da rede. A orientação para que usem o microblog como ferramenta de trabalho é de Bolsonaro.

SINAIS PARTICULARES. Sergio Moro, ministro da Justiça; por Kleber Sales

A postos. O vice Hamilton Mourão vai assumir a presidência novamente na próxima semana quando Bolsonaro for submetido à cirurgia e enquanto estiver na UTI. Bolsonaro retoma o posto quando for para o quarto do hospital.

PRONTO, FALEI!

Foto: Andre Dusek|Estadão

“A cada descoberta sobre Flávio Bolsonaro, surgem novidades da delação de Antonio Palocci”, DO SENADOR RANDOLFE RODRIGUES (REDE-AP) comentando a coincidência da divulgação dos dois fatos no mesmo dia

COM NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA. COLABORARAM RAFAEL MORAES MOURA, TÂNIA MONTEIRO E MURILO RODRIGUES ALVES.

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