Regina Duarte não se reúne com secretários estaduais de Cultura há dois meses

Regina Duarte não se reúne com secretários estaduais de Cultura há dois meses

Coluna do Estadão

20 de maio de 2020 | 05h00

Foto: Iara Morselli

No mesmo dia em que o presidente Jair Bolsonaro expôs Regina Duarte a um novo capítulo de fritura pública, completaram-se dois meses que a secretária de Cultura não se reúne com o colegiado de secretários estaduais. Mesmo com o setor sofrendo o intenso impacto econômico da crise do coronavírus, a primeira e última reunião com o Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura foi em 19 de março. Na ocasião, recebeu uma longa lista de demandas. Desde então, o grupo afirma não ter conseguido mais retorno da atriz.

E daí? Alguns poucos relatam ter trocado mensagens por WhatsApp com ela. Mas conversa institucional, sobre o setor, quase nada. Para gestores ouvidos pela Coluna, Regina demonstra estar perdida e a falta de interlocução é sintomática.

Só ajude. “A gente quer um canal de interlocução seguro e maduro. E a gente não encontra esse canal. Se vai ser com Regina ou outra pessoa, não sabemos, mas precisamos”, disse Ursula Vidal, presidente do fórum.

Pastel. Ontem Bolsonaro almoçou com o ator Mário Frias. Mais cedo compartilhou um vídeo em que o ator se apresenta como candidato à vaga de secretário.

Performance. A sociedade civil e os secretários de Cultura tentam aprovar um pacote de socorro, relatado por Jandira Feghali (PCdoB-RJ), de R$ 3,6 bilhões.

CLICK. Quando inaugurou a pista descendente da Imigrantes em 2002, Geraldo Alckmin convidou o ex-governador Laudo Natel (à dir.) que construiu a primeira via.

Arquivo pessoal

Desobediência? Assessor especial da Presidência, Filipe Martins disse no Twitter que “se é verdade que mais importa obedecer a Deus do que aos homens, também é verdade que não devemos seguir leis injustas”.

Ele não. A ala militar do Planalto quer barrar o indicado olavista ao Ministério da Saúde, o psiquiatra Ítalo Marsili. Um palaciano diz categoricamente que não será ele o sucessor na pasta. Marsili coleciona declarações polêmicas nas redes sociais e não tem registro de psiquiatria pelo CFM.

Nas alturas. O astronauta Marcos Pontes, ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, adaptou seus cumprimentos nas redes sociais para o momento de pandemia. Assina suas postagens com: “cotoveladas espaciais”.

SINAIS PARTICULARES.
Marcos Pontes, ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações

Ilustração: Kleber Sales

Pressão. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), prometeu que colocará em votação, na semana que vem, o projeto que limita a 30% ao ano os juros que podem ser cobrados no cartão de crédito e cheque especial. A proposta vem sofrendo intensa pressão dos bancos.

Precedente. “O receio do sistema financeiro é que a população entenda que é possível se praticar taxas de juros civilizadas”, disse à Coluna o senador Alvaro Dias (Podemos-PR), autor da proposta. Em 2019, a taxa chegou a 319% ao ano.

Ops. A medida provisória que isenta agentes públicos de responsabilização por atos cometidos na pandemia, publicada no dia 14, mal chegou ao Congresso e já tem 200 emendas.

Esquece isso. A vereadora de São Paulo Janaina Lima (Novo) apresentou um projeto na Câmara Municipal para que sejam canceladas as multas de trânsito aplicadas durante o rodízio ampliado na capital. O modelo, inclusive, já foi revogado pelo prefeito Bruno Covas (PSDB).

BOMBOU NAS REDES!

Foto: Najara Araújo/Câmara dos Deputados

Marcel Van Hattem, deputado federal (Novo-RS): “Há uma busca ao TSE por respostas que ele não pode e nem deve dar. É a hipertrofia das estruturas burocráticas estimulada pela própria política.”

COM REPORTAGEM DE MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA (O EDITOR ALBERTO BOMBIG ESTÁ EM FÉRIAS)

Coluna do Estadão:
Twitter: @colunadoestadao
Facebook: facebook.com/colunadoestadao
Instagram: @colunadoestadao

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.