Regina anima Planalto para guerra na cultura

Regina anima Planalto para guerra na cultura

Coluna do Estadão

30 de janeiro de 2020 | 05h00

Regina Duarte aceitou o convite de Jair Bolsonaro para assumir a Secretaria Especial de Cultura Foto: Carolina Antunes/PR/

O Planalto e aliados de Jair Bolsonaro no Congresso viram no evento do presidente com artistas os primeiros sinais positivos da chegada de Regina Duarte ao governo. A partir de agora, acham que o “sim” da atriz ajudará a tirar do armário no setor cultural/artístico bolsonaristas ainda enrustidos ou “oprimidos por colegas de esquerda” (majoritários na categoria). Antes de aceitar o convite, a nova secretária especial da Cultura se reuniu, no Rio, com o humorista Dedé Santana, que ontem esteve no Palácio ao lado de Bolsonaro e junto com sertanejos.

Vixe! Os opositores, claro, tentaram depreciar o evento de Bolsonaro com os artistas. Lembraram que os sertanejos, historicamente, são sempre os primeiros a manifestar apoio a presidentes e os primeiros a pular fora. Foi assim com Fernando Collor e até Lula.

CLICK. Aliados dizem que o ministro Luiz Eduardo Ramos (da Secretaria de Governo, ao centro) foi o “padrinho do casamento” entre Bolsonaro e Regina Duarte.

Regina Duarte

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Não aprendi dizer adeus. Vicente Santini, demitido pelo uso de avião da FAB, circulou com desenvoltura ontem pelo Palácio do Planalto. À vontade, conversou com colegas e terminou o dia recolocado em outro posto após ter se reunido com Bolsonaro, como mostrou o blog da Coluna.

Verdes. Representantes do Meio Ambiente do Parlamento Europeu programam vinda ao Brasil em maio. Querem passe livre para sair do eixo Rio-São Paulo-Brasília e ver in loco como está a questão da sustentabilidade pelo País.

Prova de fogo. Resta saber como o Conselho da Amazônia, que será comandado por Hamilton Mourão, evoluirá até lá.

7 a 1. Após ter contrariado a cúpula da Câmara com a demissão sumária de Rodrigo Dias do FNDE, em dezembro, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, deverá ter mais um revés na Casa.

De meu jeito. Os deputados esperam votar neste semestre o projeto que estabelece um novo modelo para o Fundeb. O ministro, no entanto, já se declarou contra a proposta, de autoria da deputada Dorinha Rezende (DEM-TO).

Ajuda aí. Sem dinheiro e estrutura, o pré-candidato da Rede a prefeito do Rio, Bandeira de Mello, fica sabendo do seu desempenho nas pesquisas espiando as sondagens eleitorais feitas por seus concorrentes. Segundo uma delas, ele estaria bem na fita, próximo a Marcelo Freixo (PSOL).

SINAIS PARTICULARES.
Bandeira de Mello, pré-candidato à prefeito do Rio

Ilustração: Kleber Sales

‘International’. Comitiva da Secretaria de Governo está na Colômbia colhendo impressões de como melhorar a relação do Executivo com o Legislativo. Vai ainda aos EUA de Trump.

The flash. Está quase pronta a decisão da Justiça Federal do DF a respeito da denúncia contra o jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept.

Agenda. O Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa (IREE) realiza hoje em São Paulo seminário sobre “O Futuro da Segurança Pública no Brasil”. Raul Jungmann, Leandro Daiello, Samira Bueno e Major Olímpio participam dos debates.

Deu o tom. “Não é possível atribuir à repressão policial o todo de uma política de segurança pública. Isso seria tratar da desigualdade social por meio da brutalização do povo”, diz o advogado Walfrido Warde Júnior, presidente do IREE.

BOMBOU NAS REDES!

Carlos Sampaio (SP), deputado federal, líder do PSDB: “A arrecadação de sindicatos, como a CUT, caiu mais de 90% após o fim da contribuição obrigatória. Sindicalismo deixou de ser um negócio”.

COM MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA. COLABORARAM ELIANE CANTANHÊDE E TÂNIA MONTEIRO.

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