Recesso será teste nas ruas para a reforma da Previdência

Recesso será teste nas ruas para a reforma da Previdência

Coluna do Estadão

14 de julho de 2019 | 05h00

Votação da reforma da Previdência na Câmara. FOTO: GABRIELA BILO/ESTADÃO

A tropa de choque da reforma da Previdência na Câmara estima que, passado o recesso, os votos favoráveis às mudanças na aposentadoria no segundo turno tendem a ficar abaixo dos 379 da primeira votação porque alguns parlamentares podem sentir a pressão de suas bases nas férias. A ver. Na outra ponta da disputa, porém, o respiro entre as votações, segundo um líder do Centrão, deve ser favorável ao texto por garantir ao governo tempo para “se reorganizar”, fazer o repasse das emendas combinadas e, talvez, ampliar o leque de compromissos.

Estocada final. Tudo o que o governo segurou de recursos para os deputados em todo o semestre veio como avalanche nos últimos dias. Normal e legal. Mas ainda falta para cumprir a sua parte do acordo.

Promessa. O Planalto se comprometeu a pagar R$ 40 milhões em emendas, em duas etapas. Ainda não mandou o PLN de crédito suplementar para o Congresso, que dará a autorização orçamentária.

Saldo. No passar da régua, a expectativa é de nova vitória governista. Líderes e a equipe econômica acham que já se consolidou a ideia da necessidade da reforma previdenciária.

Aff, tchau. Amigos de Tabata Amaral dizem que ela está chateada com o PDT. Mesmo que o partido desista de expulsá-la, ela pensa em sair. A deputada já recebeu até oferta de Fundo Eleitoral de outras siglas.

Pasto. Jair Bolsonaro arrumou um jeitinho de manter a égua que ganhou de presente do prefeito de Dom Pedrito (RS), Mario Gonçalves: vai acrescentá-la ao patrimônio da União e deixá-la na residência oficial da Granja do Torto.

Caro. O presidente tinha dito que não poderia ficar com o presente porque ele supera o valor máximo permitido pelo Código de Conduta da Alta Administração Federal, de R$ 100.

Mimo. Mário conta ter pensado em dar uma égua mais nova a Bolsonaro, mas, quando soube que a filha do presidente, Laura, estava aprendendo a cavalgar, escolheu um animal domado e dócil.

CLICK. Rolou até uma feijoada com jogo de futebol nas longas sessões de votação da reforma da Previdência na Câmara na semana passada. Mais Brasil impossível.

FOTO: GABRIELA BILO/ESTADÃO

A loucura… Leandro Karnal, colunista do Estado, lançou O que Aprendi com Hamlet (leia abaixo), livro no qual aborda ensinamentos da peça de Shakespeare, inclusive na política, como a separação entre governo e Estado, por exemplo.

… dos grandes… A pedido da Coluna, o historiador respondeu à pergunta: o que o Brasil atual pode aprender com Hamlet?

… deve ser vigiada. “A não esperar a redenção pela política. Política é poder e negociação de poder. Talvez a frase (da peça) mais dramática para hoje está no rei Cláudio: “Madness in great ones must not unwatched go” (a loucura dos grandes deve ser vigiada, em tradução livre), diz Karnal.

Capacete. Novo secretário de Educação da cidade de São Paulo, Bruno Caetano vai todos os dias para o batente de motocicleta, uma aventura no trânsito paulistano. Só usa o carro oficial a que tem direito para deslocamentos durante o expediente e a serviço. “Que a gestão seja tão dinâmica quanto os deslocamentos de moto”, diz ele.

SINAIS PARTICULARES
Bruno Caetano, secretário de Educação da capital paulista

ILUSTRAÇÃO: KLEBER SALES/ESTADÃO

 

BIBLIOTECA BÁSICA | LANÇAMENTOS

O Cerco
MICHAEL WOLFF (OBJETIVA)


Wolff volta a escrever um livro explosivo sobre uma presidência que está sob fogo cruzado.

O que aprendi com Hamlet
LEANDRO KARNAL (LEYA)


Com Valderez Carneiro da Silva, autor analisa a peça de Shakespeare e sua atualidade.

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, JULIANA BRAGA E MARIANNA HOLANDA

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