Randolfe diz que reunião com Pacheco foi artificial e que adiamento de CPI já era combinado

Randolfe diz que reunião com Pacheco foi artificial e que adiamento de CPI já era combinado

Julia Lindner

05 de julho de 2022 | 12h02

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) disse que se retirou mais cedo da reunião de líderes com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), nesta terça-feira, por considerar que o encontro foi “artificial” e que a ideia de adiar a CPI do MEC para depois da eleição foi previamente acordada por um grupo ligado ao Palácio do Planalto. Randolfe conta que estava sem conseguir falar com o presidente da Casa desde a sexta-feira passada.

“Não cabe ao colégio de líderes fazer julgamento de valor de CPI. Os líderes devem fazer as indicações. Alguns líderes estão andando muito com o Jair Bolsonaro e estão aprendendo a desrespeitar a Constituição“, declarou Randolfe, que ameaça recorrer ao STF.

De acordo com relatos, chamou a atenção a presença do senador Davi Alcolumbre (União-AP), que voltou a atuar como articulador do governo nos bastidores, no encontro desta terça. Na reunião, Alcolumbre disse que a CPI do MEC é “eleitoreira, midiática e que a PF já está atuando no caso”. Ele teve apoio do líder do Podemos, Alvaro Dias (PR), que também é contra o colegiado.

Parlamentares contrários ao governo contam que não há consenso no bloco sobre o tema. Conforme mostrou a Coluna, alguns oposicionistas consideram um sacrifício deixar as bases eleitorais para atuar no colegiado.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Foto: Agência Senado

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.