PT quer que Haddad viaje o País para fortalecer legenda

PT quer que Haddad viaje o País para fortalecer legenda

Coluna do Estadão

12 Novembro 2018 | 05h30

Após uma semana de reclusão, Fernando Haddad (PT) deve retomar as atividades políticas iniciando um road show pelo País para fortalecer a sigla para as eleições municipais de 2020. O petista vem sendo orientado pela cúpula da legenda a percorrer todos os Estados disseminando o discurso de defesa dos direitos humanos e contra retrocessos. O roteiro dessas viagens será um dos temas da próxima reunião do PT, nos dias 30 de novembro e 1.º de dezembro. Aliados de Haddad dizem preferir vê-lo fortificando o partido que na presidência dele.

Quer carona? Outro derrotado das eleições, Ciro Gomes (PDT) também já está de malas prontas para percorrer o Brasil. Presidente do partido, Carlos Lupi diz que o pedetista vai aproveitar a onda pró-Ciro para aumentar o número de filiados jovens da sigla.

Vem comigo. Candidato à reeleição da presidência da Câmara, Rodrigo Maia (DEM) vai intensificar nesta semana conversas com deputados do PCdoB, PDT, PSB, PPS, PV e Rede, que negociam a formação de um bloco. Maia quer o apoio deles para se manter no comando da Casa.

Mexa-se. Aliados do presidente eleito Jair Bolsonaro andam resistentes à hipótese de apoiar a recondução de Maia sob a justificativa de que o democrata não conseguiu aprovar a Previdência nos dois anos em que está a frente da Câmara.

#ficaadica. Esses interlocutores de Bolsonaro deixam claro, porém, que podem rever o apoio a Maia caso percebam interesse dele em ajudar a pautar a reforma da Previdência nessa reta final do Congresso.

Todo cuidado é… A decisão de desmarcar o encontro de Bolsonaro com os comandantes da Câmara e do Senado, esta semana, partiu do próprio presidente eleito. A aliados, justificou que temia cair em uma “armadilha da velha política de toma-lá-dá-cá” durante as visitas.

Ganhou mais um. A indicação de Tereza Cristina (DEM-MS) para a Agricultura ajudou o PSDB. Ao se licenciar da Câmara, ela abrirá vaga para o primeiro suplente, Geraldo Resende (PSDB-MS), assumir o mandato. Assim, a legenda subirá de 29 para 30 deputados na próxima legislatura.

De olho. Cotado para continuar no governo de Bolsonaro, o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, viaja para Nova York esta semana, onde vai se encontrar com investidores estrangeiros interessados em saber como será a nova gestão.

Dono da bola. O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, tem dito a aliados que Mansueto poderá escolher se vai assumir a Fazenda ou se continuará no Tesouro. Guedes quer nomear três “vice-ministros”: um na Fazenda, um para Gestão e Planejamento e outro para Indústria e Comércio.

SINAIS PARTICULARES. Paulo Guedes, futuro ministro da Economia; por Kleber Sales

CLICK. O Supremo Tribunal Federal convidou para o evento de lançamento do livro Saindo da Lama, do ex-ministro Luís Inácio Adams, sucessor de Dias Toffoli na AGU.

Fim de festa. Rejeitado pelas urnas, o senador Cristovam Buarque (PPS-DF) corre para apresentar os últimos projetos de lei antes de seu mandato acabar. Depois das eleições, protocolou duas PECs, uma delas é para determinar que o presidente se comprometa com a qualidade da educação no ato de posse.

Na janelinha. Recém-eleito deputado federal pelo Pará, Celso Sabino fez ligações para tucanos na Câmara pedindo apoio para se tornar líder da bancada em 2019. O gesto incomodou parlamentares mais antigos, que querem Carlos Sampaio na liderança.

PRONTO, FALEI!

Paulo Uebel

“O Brasil tem uma oportunidade de reformar o Estado para efetivamente atender às demandas do cidadão”, DO PAULO UEBEL, UM DOS ECONOMISTAS DA EQUIPE DE TRANSIÇÃO DE JAIR BOLSONARO, sobre o trabalho para desburocratização do governo.

COM NAIRA TRINDADE (editora interina) e REPORTAGEM DE JULIANA BRAGA. COLABOROU ADRIANA FERNANDES

Coluna do Estadão:
Twitter: @colunadoestadao
Facebook: facebook.com/colunadoestadao
Instagram: @colunadoestadao