PT pode pedir suspeição de Fux no caso Lula

PT pode pedir suspeição de Fux no caso Lula

Coluna do Estadão

03 de agosto de 2018 | 05h30

Ministro Luiz Fux, do STF e TSE Foto: Daniel Teixeira/Estadão

Advogados eleitorais do PT não descartam ingressar na Justiça questionando o presidente do TSE, Luiz Fux, por ter antecipado sua posição a favor da inelegibilidade do ex-presidente Lula. A preocupação não é com o julgamento na Corte Eleitoral. O mandato dele termina no dia 14 e quem vai conduzir o caso é a ministra Rosa Weber. Mas a discussão sobre a candidatura deve chegar ao Supremo. É nesse momento que a defesa vai bater o martelo sobre um eventual pedido de suspeição por declarações de Fux que podem indicar um prejulgamento.

O que ele disse. Fux já afirmou nos autos que a inelegibilidade de Lula é “chapada”. Também declarou em entrevista, sem citá-lo nominalmente, que político ficha-suja não pode forçar candidatura. Ontem, o ministro disse que não vai comentar o assunto.

Mira. Michel Temer se referiu ontem, na convenção do MDB, a adversários como “pigmeus” e “uns pobres coitados” de maneira genérica, mas o discurso tinha um alvo: Ciro Gomes.

Gota d’água. A indireta do presidente é uma resposta aos frequentes ataques que recebe de Ciro Gomes. Na quarta, o candidato do PDT chamou Temer de “ladrão”. Em outras ocasiões, já disse que ele é “quadrilheiro” e “grande canalha”.

Cadê? O ministro Carlos Marun alfinetou o senador Renan Calheiros (MDB-AL) por ter desistido de discursar contra a candidatura de Henrique Meirelles na convenção do MDB: “Acho que cheguei atrasado, pois não vi o Renan discursar”.

Fui. Renan fugiu do palanque após ser alertado de que seria recebido aos gritos de petista e traidor.

Novos planos. O acerto entre Geraldo Alckmin e Ana Amélia representa mais uma baixa na campanha de Jair Bolsonaro. Luis Carlos Heinze (PP-RS), que daria palanque ao militar, deve abrir mão de sua candidatura ao governo.

Um pé dentro… Fiadores da candidatura de Geraldo Alckmin ao Planalto, DEM e PP continuam indicando nomes para assumir cargos no governo Temer. O Diário Oficial da União de hoje traz a nomeação de Henrique Sartori (DEM-MS) para a secretaria executiva do Ministério da Educação.

…outro fora. O PP também vai preencher uma diretoria da ANS. O partido indicou Davidson Tolentino, mas ele pediu para ser substituído. O presidente da sigla, Ciro Nogueira, disse à Coluna que vai apresentar outro nome ao governo.

Sinais Particulares: Ciro Nogueira, presidente nacional do PP e senador pelo Piauí; por Kleber Sales

Linha de tiro. A atuação do ministro Torquato Jardim (Justiça) é alvo de críticas no Congresso. Pelo menos um deputado já levou a insatisfação ao ministro Carlos Marun, da articulação política. Ele confirma, mas nega intenção de troca na pasta neste momento.

CLICK. Antes de fechar com Henrique Meirelles (MDB), Marcelo Aro, presidente do PHS, foi assediado por Geraldo Alckmin, que o visitou em Belo Horizonte no sábado.

FOTO: DIVULGAÇÃO CAMPANHA

Polêmico. No documento em que apresenta os critérios de divisão do fundo eleitoral ao TSE, o Podemos transfere plenos poderes à presidente Renata Abreu, a quem caberá, posteriormente e sem prazo, determinar os valores porcentuais ou absolutos e repassar para os candidatos ou diretórios.

Em cima da hora. Dos 35 partidos, 13 ainda não apresentaram os critérios para divisão dos recursos do fundo eleitoral ao TSE. O documento é pré-requisito para a liberação do dinheiro que vai financiar as campanhas.

Sem troca. O advogado Fernando Neisser atua desde o início na equipe que defende o registro da candidatura de Lula no TSE. Eugênio Aragão é o coordenador geral.

COM A PALAVRA! 

Foto: André Dusek/Estadão

“Os partidos que quiserem sobreviver vão ter que deixar de fazer conchavos”, DO PRESIDENTE NACIONAL DO MDB, ROMERO JUCÁ (RR), em convenção na qual o MDB aprovou a candidatura de Henrique Meirelles à Presidência.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA

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