PT fará ofensiva contra reforma da Previdência

PT fará ofensiva contra reforma da Previdência

Luiza Pollo

04 de dezembro de 2017 | 05h30

Carlos Gabas, ex-ministro da Previdência Foto: DIDA SAMPAIO/ESTADAO

Com a intensiva do governo para votar a reforma do INSS, o PT escalou o ex-ministro da Previdência Social Carlos Gabas para um road show pelo País com o objetivo de descredibilizar a proposta. A missão de Gabas será rebater a informação de que a reforma irá combater os privilégios dos servidores públicos, discurso que tem ajudado o governo a conquistar apoio da opinião pública para a mudança nas regras da aposentadoria. A oposição tem hoje 162 votos, mas não vota fechada contra a reforma. Muitos aceitam aprovar o texto com alterações.

Traições. Levantamento da Queiroz Assessoria, do diretor do Diap Antonio Augusto de Queiroz, revela que os 57 deputados do PT votam fechado contra a reforma, assim como os 12 do PCdoB e os 6 do PROS. Os demais oposicionistas devem ter defecções.

Fim de papo. Ninguém do PSDB participou de almoço oferecido ontem pelo presidente Temer no Jaburu. Foi a primeira reunião política que já não contou com a presença do partido, que está de malas prontas para sair da base aliada.

Sinais Particulares: Michel Temer, presidente da República; por Kleber Sales

Nova base. O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, foi o primeiro a chegar no Jaburu. Participaram dirigentes do PSD, PRB, PP, PR, DEM e PMDB.

Muito prazer! Interlocutores do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, avaliam que a maior dificuldade que ele terá na eleição presidencial é se tornar conhecido do eleitor.

Trunfo. Sua imagem sisuda na Fazenda não é considerada um problema. Na intimidade, Meirelles é bem-humorado, lado a ser explorado na campanha. Quem convive com ele diz que é hilária sua imitação do ex-presidente Lula.

Condições. Meirelles só será candidato se tiver apoio do PMDB e de outros partidos da base e se sua saída do ministério não afetar a economia.

O que sobra. Marqueteiros que estarão nas principais campanhas de 2018 concordam que vai para o 2º turno quem conseguir pouco mais de 20% dos votos. Levam em conta que Lula terá 25% no 1º turno; Jair Bolsonaro, 20% e haverá 30% de brancos ou nulos.

Da cartola. O ministro Torquato Jardim (Justiça) quer transformar a Força Nacional de Segurança Pública em uma organização permanente. A ideia é montar uma equipe de três mil homens, com direito a plano de saúde e salários fixos. Hoje, o trabalho é voluntário.

Regras. A intenção do governo é distribuir esse novo grupo em cinco bases pelo Brasil, que teriam também aviões e tanques. A escolha dos policiais seria por meio de um vestibular.

Entressalas. Chefe do Gabinete de Segurança Institucional, o general Sérgio Etchegoyen estuda a implantação da Força Permanente com Torquato Jardim. Procurado, o Exército não comentou a iniciativa.

CLICK. O ministro da Saúde, Ricardo Barros, convidou amigos para a comemoração do aniversário, em Brasília, com direito ao saudável prato ‘porco no rolete’.

Foto: Coluna do Estadão

Cabo de guerra. Os deputados Mauro Lopes e Newton Cardoso, do PMDB mineiro, travam uma batalha pela Diretoria de Política Agrícola da Conab. Mauro quer manter Cleide Edvirges, mas Newton Cardoso, que se diz dono da vaga, trabalha para trocá-la.

Ideia! O ministro Aloysio Nunes ironiza informações de que vai desistir da reeleição ao Senado em troca de uma embaixada. “Há muita gente preocupada com meu futuro. Já me mandaram para a França e Portugal. Ainda bem que não cogitaram Coreia do Norte”.

BOMBOU NA REDE!

Foto: Daniel Teixeira/Estadão

“Governando o Brasil e São Paulo, eu e o Marinho vamos fazer uma dobradinha que Messi e Neymar ficarão com inveja”, DO EX-PRESIDENTE LULA, citando a dupla que acabou.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E LEONEL ROCHA 

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