PSL quer hegemonia à direita e presidenciável

PSL quer hegemonia à direita e presidenciável

Coluna do Estadão

15 de novembro de 2019 | 05h00

Deputado do PSL Júnior Bozzella. FOTO: PABLO VALADARES/CÂMARA DOS DEPUTADOS

O PSL “raiz” não está disposto a entregar de mão beijada ao clã Bolsonaro a primazia do eleitorado de direita. Detentora de boa parcela do Fundo Partidário e do tempo de rádio e TV, a cúpula esboça planos ambiciosos: eleger prefeitos em até mil municípios (otimismo amparado na crença de que a Aliança pelo Brasil não sairá do papel a tempo para 2020); lançar candidato próprio à sucessão de Jair Bolsonaro. “Pode ser o Wilson Witzel, a Joice Hasselmann. Alguém de dentro ou de fora do partido”, disse à Coluna o deputado Júnior Bozzella (SP).

Questão… Líderes do PSL não acreditam que o clã Bolsonaro se empenhará pelos candidatos do seu novo partido em eleições vindouras. Não costuma ser do feitio da família pedir fervorosamente votos para terceiros.

…de estilo. Mesmo que o clã se envolva de alguma forma, acham que ele não será determinante. O termômetro é a recente eleição suplementar de Paulínia (SP): o candidato de Eduardo Bolsonaro teve uma derrota acachapante.

Futuro. Em 2020, alianças com partidos do Centrão estarão liberadas no PSL. O que emperrava esse movimento até agora era o radicalismo bolsonarista.

Passado. Em 2003, primeiro ano do primeiro governo Lula, o PT expulsou os radicais à esquerda do partido para caminhar rumo ao centro. Num movimento simbólico dos novos tempos na política, Jair Bolsonaro faz o inverso.

Fuén. O grupo fiel a Luciano Bivar (PE) não acredita em debandada na bancada da Câmara. Aliados de Bolsonaro em outros partidos também não demonstram até agora grande interesse em migrar para o novo partido do presidente.

Quietinho. Apesar do crescente protagonismo de Luciano Huck, um aliado avalia que o melhor é o apresentador ficar na miúda nas eleições municipais.

CLICK. Na Cúpula do Brics, o aparelho de tradução de Bolsonaro deu problema durante um dos discursos. Teve de chamar um de seus assessores para resolver.

FOTO: GABRIELA BILÓ/ESTADÃO

Fênix. O PTB vai realizar a convenção nacional do partido na próxima semana, em Brasília. O partido quer se reposicionar para 2020. Estarão presentes caciques como o ex-deputado Roberto Jefferson e o ex-senador Armando Monteiro.

Agora vai. Rodrigo Maia assinou a CPI do Óleo, que investigará as causas e consequências das manchas de óleo que atingiram o litoral nordestino. A decisão será publicada na segunda-feira e a comissão deverá ser instalada na próxima semana.

Vixe. O climão entre autoridades brasileiras e a missão da OCDE que esteve esta semana no Brasil foi constrangedor. Especialistas já começam a projetar sanções ao País na próxima reunião da organização, ano que vem. De saída, o grupo apontou prejuízos no combate à corrupção.

Bela pratada. Quem esteve no almoço oferecido anteontem pelo Itamaraty a Xi Jinping não deixou de reparar na boa boca com que o presidente chinês devorou suculentos bifes de picanha brasileira.

SINAIS PARTICULARES
Xi Jinping, presidente da China

ILUSTRAÇÃO: KLEBER SALES/ESTADÃO

Casa. Depois de idas e vindas, a diretoria da Caixa no Rio está próxima de se mudar do centro para o edifício Aqwa Corporate, no Porto Maravilha. O banco é parceiro de empreendimentos na região, revitalizada recentemente. A decisão pode alavancar investimentos na área, o que beneficiaria a instituição financeira.

PRONTO, FALEI!

Senador Major Olimpio. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

Major Olímpio, senador (PSL-SP): “Tem gente que imagina ser Deus. Toffoli tem certeza. A única saída é a instalação da CPI da Lava Toga”, sobre o presidente do STF ter pedido relatórios ao Coaf.

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA

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