PSDB vai propor reduzir número de deputados e senadores

PSDB vai propor reduzir número de deputados e senadores

Coluna do Estadão

14 Junho 2018 | 05h30

Líder do PSDB, deputado Nilson Leitão (MT) FOTO AMANDA PEROBELLI/ESTADAO

Na reta final da legislatura, o PSDB vai apresentar um pacote com propostas para reduzir gastos nos três Poderes. Em nome da bancada federal, o líder do partido na Câmara, Nilson Leitão (MT), começou a coletar assinaturas para uma proposta que prevê a diminuição do número de senadores, dos atuais três por Estado para dois. No caso de deputados federais, o número mínimo por Estado cairia de 8 para 4; o máximo, de 70 para 65. Assim, o Senado passará de 81 para 54 cadeiras e a Câmara, de 513 para 395. Uma economia de R$ 1,3 bilhão em 4 anos.

É pra todos. O Acre, por exemplo, passaria de oito deputados federais para quatro. São Paulo, de 70 para 65. O número de deputados estaduais no País também cairia de 1.059 para 804. O PSDB já conseguiu 120 das 171 assinaturas necessárias para protocolar o texto.

Topa? A bancada tucana vai pedir o apoio do presidenciável do partido Geraldo Alckmin para o pacote, que inclui ainda apresentação de emenda à LDO de 2019 para a redução de 20% no custeio do Executivo, Legislativo, Judiciário e MP. “Não é pra reduzir a gasolina da ambulância, mas tirar do carro oficial do Ministro”, diz o líder tucano, Nilson Leitão.

Tudo ruim. Integrantes do movimento Agora! interessados em ajudar na campanha de Marina Silva (Rede) ao Planalto relatam a aliados que se cansaram de sugerir apoio e que tudo é encarado como “muito” complicado pela candidata.

Plano… Tucanos que defendem uma candidatura única de centro vão procurar o ex-presidente Fernando Henrique para tentar convencê-lo a fazer um manifesto público em defesa do nome do ex-ministro Nelson Jobim (MDB).

…Em curso. Se FHC topar, quem está agindo nos bastidores promete sair da sombra e defender publicamente a substituição de Geraldo Alckmin por Jobim.

Travou. O ministro Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, não consegue dizer a Guilherme Afif que não quer tê-lo como candidato ao Planalto. A dificuldade está no passado. Kassab surgiu na política pelas mãos de Afif.

Na moita. O empresário Josué Gomes aguarda a pesquisa contratada pelo PR, prevista para ser entregue dia 21, para fazer novas rodadas de conversa. Ele quer decidir se disputa a Presidência ou o Senado.

Plano B. O presidente do MDB, Romero Jucá, protocolou na terça-feira uma consulta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre se seria possível os partidos de uma mesma coligação lançarem candidatos ao Senado individualmente.

Jabuti conhecido. O deputado André Sanchez (PT-SP) apresentou, ontem, emenda ao projeto que cria a lei geral do turismo autorizando o funcionamento de cassinos em resorts e de bingos em estádio de futebol com mais de 15 mil pessoas. A votação da nova lei é uma prioridade da Casa.

CLICK. O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL-RJ) foi trabalhar ontem na Câmara dos Deputados com o terno rasgado. Ao ser flagrado pela Coluna, mudou de roupa.

FOTO: Leonêncio Nossa

Na minha época… O ministro Torquato Jardim (Justiça) criticou o vazamento do relatório da Operação Cui Bono?, da PF, que atribui a Michel Temer obstrução de Justiça. “Há uma insistência em vazar informações para jogar a opinião pública contra o presidente”, diz. A PF foi subordinada a ele até a criação do Ministério da Segurança Pública.

SINAIS PARTICULARES: Michel Temer, presidente da República; por Kleber Sales

Dança das cadeiras. A presidente do Supremo, Cármen Lúcia, vai assumir o País na segunda. Michel Temer embarca para o Paraguai e, para não ficarem inelegíveis, Rodrigo Maia e Eunício Oliveira também vão deixar o País.

Banco de reserva. O TCU proibiu Marlene Araújo Lula da Silva, nora de Lula, além de Jair Meneguelli, ex-presidente do Sesi, e Rogério Aurélio Pimentel (que pagava despesas do sítio de Atibaia), de exercer cargo de confiança em órgãos públicos por três anos. A Corte concluiu que ela foi funcionária fantasma do Sesi.

PRONTO, FALEI! 

Foto: Fabio Motta/Estadão

“É normal, na democracia, que haja divergências; o importante é a vontade de acertar”, DO MINISTRO DA CULTURA, SÉRGIO SÁ LEITÃO, após ter criticado o governo por repassar recursos da Cultura para a segurança.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE

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