PSDB vai lançar chapa pura ao Senado em SP

PSDB vai lançar chapa pura ao Senado em SP

Coluna do Estadão

11 Julho 2018 | 05h30

Ex-prefeito de São Paulo, João Doria. Foto: Felipe Rau/Estadão

Após disputa interna, o PSDB definiu os dois candidatos ao Senado que vão compor a chapa do ex-prefeito João Doria ao governo de São Paulo. A legenda decidiu lançar os deputados federais Ricardo Tripoli e Mara Gabrilli. O presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Cauê Macris (PSDB), abriu mão de concorrer à vaga e agora vai tentar a reeleição como deputado estadual. A chapa pura contou com a anuência dos partidos PSD, DEM, PRB, PP, PTC, além do PSDB, que apoiam a coligação Acelera São Paulo, em torno do ex-prefeito tucano.

Meu time. O DEM deve indicar o deputado Rodrigo Garcia para vice de Doria. Com a definição da chapa, o PSDB espera acabar com as divergências em torno da escolha dos candidatos ao Senado. Pesquisas mostram que Doria lidera hoje a disputa pelo governo.

Jogo desigual. A declaração de apoio de Bruno Covas a Tripoli foi decisiva para Macris abandonar a disputa. Seus interlocutores dizem que não teria como concorrer contra um candidato que tem a força da máquina da Prefeitura.

Ultimato. Líderes do Centro começam a pressionar o grupo para a definição da corrida ao Planalto. Há preocupação em preparar os programas de governo. A reunião de hoje terá participação de PR e PSC, além de PP, DEM, PRB e SD.

Freio de mão. O grupo de deputados aliados à campanha de Jair Bolsonaro ao Planalto torce para que o general Augusto Heleno seja o escolhido para vice na chapa presidencial por uma razão bem específica: ele é uma das poucas vozes que Bolsonaro costuma ouvir.

Tá contigo. O corregedor da Câmara, Evandro Gussi (PV-SP), pediu que a Casa cumpra a decisão judicial que decretou a perda do mandato do deputado Paulo Maluf (PP-SP). Cabe agora ao presidente Rodrigo Maia marcar a reunião da Mesa Diretora para votarem o parecer de Gussi.

SINAIS PARTICULARES: Paulo Maluf, deputado federal pelo PP-SP; por Kleber Sales

Sorrisão. O presidente Michel Temer escapuliu ontem para um check-up odontológico na clínica Fenelon, em Brasília. Passou por radiografias de rotina, depois do horário de expediente, quando não havia mais clientes no local.

Olha ele aí. Protagonista da tentativa de soltar o ex-presidente Lula, o deputado Paulo Pimenta tem sua mulher empregada em cargo comissionado no Senado. A professora Cláudia Dutra Pereira recebe R$ 10,9 mil como assessora no Bloco da Resistência Democrática (PT-PDT), liderado pelo senador Lindberg Farias.

Com a palavra. Pimenta diz que a mulher é concursada da Secretaria Municipal de Santa Maria (RS), onde o salário médio de professor é de R$ 4,8 mil. O deputado nega influência na contratação dela.

CLICK. O presidente do PSDB-SP, Pedro Tobias, pediu à Procuradoria-Geral de Justiça para propor ação contra emenda que ampliou o teto salarial de servidores de SP.

Divulgação

Pressa. Chamou a atenção na PF o fato de o desembargador Rogério Favreto ter emitido a ordem de soltura de Lula. O procedimento padrão é o magistrado dar a ordem para o juiz de plantão expedir o alvará. Outro fato inusitado foi Favreto não ter despachado eletronicamente.

Aflito. Antonio Palocci está apreensivo com a indefinição da data para ser solto após ter feito delação premiada. O acordo com a PF, homologado pelo TRF-4, prevê que o benefício seja concedido só depois de comprovadas as informações.

PRONTO, FALEI!

Foto: André Dusek/Estadão

“Querem obrigar o eleitor a optar por produtos que ele não escolheu, e que podem estar com data de validade vencida”, DO PRÉ-CANDIDATO À PRESIDÊNCIA PELO PSD, GUILHERME AFIF, sobre a união de candidaturas do Centro.

COM NAIRA TRINDADE (editora interina), COM REPORTAGEM DE JULIANA BRAGA. COLABOROU JULIA LINDNER

Coluna do Estadão:
Twitter: @colunadoestadao
Facebook: facebook.com/colunadoestadao
Instagram: @colunadoestadão