PSDB quer evitar racha em decisão da Executiva

PSDB quer evitar racha em decisão da Executiva

Luiza Pollo

11 de junho de 2017 | 05h30

Foto: Fábio Motta/Estadão

A cúpula do PSDB só vai para o “tudo ou nada”, em reunião agendada para segunda-feira, quando tiver a garantia de que o partido tomará uma decisão coesa sobre permanecer ou não na base de apoio do presidente Michel Temer. No momento, o placar interno mostra que o partido sairá rachado ao final dessa discussão, mas existe forte pressão pelo desembarque. Defensores da tese, acham que sair do governo garantirá o discurso político nas eleições. Nesse caso, o PSDB manteria apoio às reformas e ministros poderiam permanecer nos cargos como cota pessoal de Temer.  Para evitar que o partido saia desgastado, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso dedica o fim de semana para evitar esse cenário e buscar uma decisão que garanta maioria consolidada para a decisão que for tomada. FHC, contudo, não vai à reunião do PSDB na segunda.

Falta. Se não mudar de ideia, Aécio Neves estará ausente da reunião do diretório nacional do PSDB nesta segunda. Desde que foi afastado da presidência da sigla e do mandato de senador, evita sair de casa.

Calendário. Hoje, completa 24 dias que Andrea Neves e Frederico Pacheco, irmã e primo de Aécio Neves, foram presos acusados de negociar e receber propina de Joesley Batista.

Sinais Particulares: o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG)/ Kleber Sales

 

Tem de mudar… Advogado de Temer no TSE, Marcus Vinícius não vê motivos para comemorar. “Ou fazemos uma reforma que salve a política ou, a continuar como está, os políticos serão todos presos”, diz.

…E rápido. Apesar do resultado favorável no TSE, o advogado especialista em direito eleitoral afirma que ele “impõe reflexão e amadurecimento”. “O sistema não vai bem”, admite.

Corda bamba. O avanço da reforma trabalhista no Congresso já provoca efeitos sobre as centrais. A Força Sindical realiza de amanhã até quarta seu congresso e poderá ter chapa dissidente da do deputado Paulinho da Força (SD-SP).

Bah, tchê. Desde a fundação da Força, em 1991, esta pode ser a primeira vez que haverá disputa interna. A dissidência vem dos Estados da Região Sul.

Lá vem ele. Na sua pré-campanha pelo País, o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) avisa que quer nomear um militar, que tenha comandado colégio militar, para o Ministério da Educação.

Discurso pronto. A articulação política do governo vai usar o resultado pró-Temer no TSE para convencer deputados a rejeitar abertura de processo contra o presidente caso o procurador Rodrigo Janot o denuncie.

Só repetir. A avaliação de interlocutores é que os votos de Admar Gonzaga, Tarcísio Vieira, Napoleão Nunes e Gilmar Mendes possam servir para justificar os votos contra o processo.

A justificativa. O recado do governo é: se nem o TSE cassou Temer, não seria a Câmara que iria afastá-lo.

Chega de sufoco. Um dos presos na Operação Manus, o ex-secretário de Obras de Natal Fred Queiroz foi transferido de uma cela que dividia com nove presos no Centro de Detenção Provisória da Ribeira.

Eu, comigo. Agora, Fred está sozinho numa cela especial no Quartel do Comando Geral da PM. O ex-ministro Henrique Alves também foi transferido, mas para a Papuda, em Brasília.

A SEMANA

Segunda-feira, 12

PSDB decide se fica ou sai da base de apoio de Temer 

O diretório nacional do PSDB delibera se fica na base de apoio do governo Temer. O partido tem quatro ministros.

Terça-feira, 13

Relator Ricardo Ferraço lê parecer da reforma trabalhista

Comissão de Assuntos Sociais do Senado vai conhecer o relatório da trabalhista. Votação será na semana que vem.