PSB deve desistir de  Marcio Lacerda em Minas para apoiar PT

PSB deve desistir de Marcio Lacerda em Minas para apoiar PT

Coluna do Estadão

18 Maio 2018 | 05h30

Foto: Marcio Lacerda/Divulgação

PT e PSB negociam acordos regionais para tentar garantir a reeleição dos seus governadores em Minas e Pernambuco. O pacto passa pelo PSB desistir de lançar a candidatura de Marcio Lacerda ao governo mineiro para apoiar o petista Fernando Pimentel. Em troca, o PT abriria mão de disputar os governos de Pernambuco e da Paraíba. Nesses Estados, o partido apoiaria a reeleição do governador Paulo Câmara e de João Azevêdo, respectivamente, ambos do PSB. Para isso, o PT limaria a candidatura de Marília Arraes e não lançaria nome próprio na PB.

Na mesa. Paulo Câmara (PSB) e Pimentel (PT) jantaram, ontem, em Pernambuco. O prato principal foi o acordão em torno da reeleição dos dois. A maior dificuldade é o PT convencer Marília Arraes a desistir da candidatura. O movimento será de cima para baixo.

Chama reforço. Dirigentes do PSB acham que tirar Marcio Lacerda da disputa será mais fácil. A ele será oferecida vaga de senador na chapa de Pimentel. Outra alternativa é o PSB indicá-lo como vice na chapa do presidenciável Ciro Gomes (PDT).

O novo. Guilherme Afif, que diz ter recebido dos deputados federais do PSD sinal verde para manter a candidatura ao Planalto, é contra a tese de nome único do centro. “Seria a união do status quo.” Além disso, “MDB, PSDB e DEM têm a marca da Lava Jato, o que o eleitor rejeita”, afirma.

Diferença. Lembrado de que o presidente do seu partido, Gilberto Kassab, também é alvo da Lava Jato, Afif responde: “Mas ele não é candidato”. O presidenciável diz que sua candidatura dará ao partido uma marca. “Senão vira tudo chinês.”

Pra você. Convidado para um churrasco ontem na casa do deputado Heráclito Fortes (DEM-PI), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), só soube que Michel Temer iria quando perguntou sobre o vinho. Heráclito separou duas garrafas especiais para o presidente da República.

Foi recado. O encontro de Maia e Temer um dia depois de o presidente da Câmara se reunir com a bancada do PSDB tinha um propósito: mostrar que os dois estão unidos.

Queridinho. Henrique Meirelles virou o candidato ao Planalto preferido das bancadas do MDB no Congresso. Forte motivo: Ele financia a própria campanha e libera o fundo partidário.

SINAIS PARTICULARES: Henrique Meirelles, presidenciável do MDB; por Kleber Sales

Há vagas. A OAB estima que, mantido o atual ritmo de autorização do MEC, o País terminará o ano com cerca de 1.600 cursos de Direito. São 1.350, mas, só nesta semana, foram liberados mais 34, apesar de a OAB ter dado parecer contrário.

Farra. “A abertura de vagas virou uma moeda de troca política, sobretudo neste ano eleitoral”, acusa o presidente da OAB, Claudio Lamachia.

Com a palavra. O MEC diz que a manifestação da OAB é opinativa e nega interferência política. Informou, ainda, que neste ano foram dadas 71 autorizações.

CLICK. O diretor-presidente da Codesp, José Alex Oliva, usou o site oficial do Porto de Santos para divulgar, com foto, sua mudança de domicílio eleitoral para a cidade. A foto, com destaque para o título de eleitor, acompanha texto da assessoria de imprensa elogioso ao chefe da Codesp. “É notável a identificação do executivo com a cidade bem como o apoio que a empresa sob sua gestão tem prestado a diversas inciativas de caráter sócio, cultural e esportivo na região”, diz.

 

FOTO: REPRODUÇÃO SITE PORTO DE SANTOS

Sai dessa. O Planalto pretendia resolver administrativamente a questão dos benefícios a que Lula tem direito como ex-presidente. Após um juiz retirar os privilégios do petista, decidiu não mexer mais com isso.

Vai que eu vou. A AGU só deve se manifestar se os advogados de Lula ingressarem com ação no Supremo.

 

PRONTO, FALEI! 

Ilustração: Kleber Sales/Estadão

“Vamos continuar nossa luta. Só vou mudar de trincheira. Vamos derrotar o arbítrio e retomar o governo do País”, DO EX-MINISTRO JOSÉ DIRCEU (PT), em áudio gravado após sair ordem de prisão.

COM NAIRA TRINDADE. COLABOROU DANIEL GALVÃO

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