Promessa de enxugar governo ainda patina

Promessa de enxugar governo ainda patina

Coluna do Estadão

11 de março de 2019 | 05h00

Ministro Onyx Lorenzoni. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

Apesar da promessa do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, de demitir 20 mil comissionados no primeiro dia do mandato, o governo de Jair Bolsonaro só extinguiu 1.084 cargos. Os cortes incluem postos de assessoramento e funções comissionadas de servidores. Se forem incluídos os de escalão mais baixo, como gratificações técnicas, o corte vai para 1.192. Os dados são os mais recentes disponíveis no Painel Estatístico Pessoal (PEP), do Ministério da Economia. Com dois meses de gestão, o enxugamento da máquina pública ainda não deslanchou.

Calma. Procurado, o Ministério da Economia diz que os dados oficiais do PEP “ainda não refletem, completamente, a reestruturação” porque só mostram as nomeações até a primeira quinzena de janeiro.

Dever de casa. Na pasta, até o final de janeiro (dado não disponível até agora), contam ter cortado 641 comissionados e 2.355 funções gratificadas, o que resultaria em uma economia de R$ 43,6 milhões ao ano.

Tá vindo. Os dados ainda estão aquém da promessa. Sobre a meta de Onyx, a Economia diz que o governo ainda publicará um decreto com a medida.

Habitué. Além da ida na terça-feira na Comissão de Assuntos Econômicos para falar do endividamento dos Estados, Paulo Guedes volta ao Senado até a próxima semana para sessão plenária.

Estratégia. Segundo interlocutores, Guedes está “entusiasmado”. A atenção às pautas dos governadores é mais um instrumento para facilitar a tramitação da reforma da Previdência.

Afinidade. Depois dessa sessão, o governo escolherá um senador para apresentar a proposta de desindexação sobre o qual Guedes falou em entrevista ao Estado.

SINAIS PARTICULARES
NOVOS LÍDERES DO CONGRESSO
Eliziane Gama,
líder do PPS no Senado (MA)

Ilustração: Kleber Sales

Cronograma. Apesar da conversa entre Bolsonaro e Rodrigo Maia, as nomeações nos Estados só devem se destravar no final da semana. Onyx Lorenzoni, quem mapeou os cargos, só retorna da Antártica na quarta-feira à noite.

Mapa da mina. Para deputados e senadores do Nordeste, os cargos mais cobiçados são os comandos do Dnocs, Codevasf e Funasa.

Intercâmbio. Os governos de Donald Trump e Jair Bolsonaro querem ressuscitar um fórum de CEO’s dos dois países para discutir prioridades na agenda comercial. O CEO Fórum foi criado em 2007, mas está paralisado desde seu último encontro, em 2015.

A nata. Empresas como a Gerdau, a Embraer e a Ambev participavam pelo lado brasileiro. Os dois países estão na fase de escolha dos novos executivos que serão integrantes do grupo – são 12 de cada lado – para anunciar uma primeira reunião ainda neste ano.

CLICK. Depois de eleito presidente do Senado, Davi Alcolumbre recebeu no Amapá a visita do ministro Henrique Mandetta e do presidente da Funai, Franklimberg de Freitas.

Foto: Reprodução/Instagram Davi Alcolumbre

Alvinegros. Depois de duas horas falando sobre a reforma da Previdência com Rodrigo Maia, o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, brincou: “Nós dois somos cariocas e botafoguenses. Nos primeiros 20 minutos, só falamos de Botafogo!”

Por aí. Com mais uma licença da Prefeitura para tratar de assuntos particulares nesta semana, Bruno Cova somará 107 dias de afastamento, nas contas da Câmara. Média de uma licença a cada dois meses.

PRONTO, FALEI!

Foto: Werther Santana/Estadão

Campos Machado, líder do PTB na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo:“A Assembleia-SP não é o Senado e Cauê Macris não é o Renan Calheiros”, sobre a possibilidade de a eleição na Casa repetir a estratégia vitoriosa de Davi Alcolumbre.

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, JULIANA BRAGA E MARIANNA HOLANDA. COLABORARAM ELIANE CANTANHÊDE E BEATRIZ BULLA

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