Promessa de desocupar palácios não reduz gastos

Promessa de desocupar palácios não reduz gastos

Coluna do Estadão

17 de setembro de 2018 | 05h30

Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente da República

A promessa de não usar os palácios da Alvorada e do Jaburu como moradia, para economizar dinheiro público, a exemplo do que dizem o candidato à Presidência João Amoêdo (Novo) e o general Hamilton Mourão (PRTB), vice de Jair Bolsonaro (PSL), esbarra em um problema. Mesmo vazia, a residência oficial do presidente consome, em média, R$ 430 mil por mês em manutenção. Em quatro anos desocupado, só o Alvorada custaria R$ 20 milhões. Além disso, toda a estrutura de segurança para atender o presidente precisaria ser transferida para o novo endereço.

Mão no bolso. Os cálculos de R$ 430 mil mensais são do próprio governo, que justifica o pagamento de contas fixas, como água, luz, manutenção das piscinas e espelhos d’água, jardinagem e até cuidados com animais que habitam as redondezas, como as emas.

Calma lá. A nova polêmica envolvendo Ciro Gomes (PDT), que ontem xingou um jornalista em Roraima, não deve ressuscitar o candidato “paz e amor”. A campanha identificou que o eleitor quer um presidente “forte” e de “pulso firme” e a orientação é para Ciro incorporar o personagem “durão”.

Na mira. Uma nova estratégia de ataques será usada contra o candidato do PT, Fernando Haddad, que rivaliza votos com Ciro. O comitê do pedetista vai repetir que Haddad não terá autonomia, que será um “presidente dependente”.

Sobe o som. As últimas pesquisas que mostram Marina Silva (Rede) em queda livre fizeram com que aliados incluíssem na playlist dela a música I won’t back down, de Johnny Cash. Um dos trechos da canção é sintomático: “Vou impedir esse mundo de me derrubar. Vou ficar no meu lugar e não vou desistir”.

Chega! Aliás, após despencar nas pesquisas, Marina decidiu profissionalizar a campanha. Ela contratou um serviço de tracking, que monitora seu desempenho com o eleitorado.

Bastidores. Dois médicos do Hospital Albert Einstein acompanharam, de dentro da unidade semi-intensiva, à transmissão ao vivo de Jair Bolsonaro, ontem, pelo Facebook. Consideraram as tosses “normais”, após quatro dias de cirurgia.

Dupla… Na hora do voto, 6,6 milhões de eleitores de quatro Estados (RS, PR, SC e RJ) vão também validar suas digitais nas seções eleitorais. É que a Corregedoria do Tribunal Superior Eleitoral importou a biometria cadastrada em outros órgãos oficiais para integrar o banco de dados da Corte.

 …checagem. Os dados servirão como base para o Documento Nacional de Identidade, projeto lançado na gestão do ministro Gilmar Mendes, que pretende criar um documento único com todas as informações dos cidadãos brasileiros.

CLICK. Em campanha para o governo de São Paulo, candidatos têm apresentado seus cachorros nas redes sociais. Este é um dos sete cães de João Doria (PSDB).

João Doria. REPRODUÇÃO INSTAGRAM

OS CONSELHEIROS

SINAIS PARTICULARES. Eduardo Giannetti, conselheiro de Marina Silva; por Kleber Sales.

Tanto bate… O ministro Vinicius Lummertz (Turismo) tenta convencer o Congresso a permitir a abertura das aéreas ao capital estrangeiro. Alega que ampliar a concorrência vai baratear o preço das passagens.

…até que fura? Lummertz argumenta que, sem a abertura, cobrança de bagagens ou marcação de assentos não reduzirão os custos das passagens.

Tá na lei. Novo presidente do STF, Dias Toffoli quer que a TV Justiça ganhe viés educativo e ensine aos cidadãos os seus direitos.

#FICAADICA

Chaim Zaher/ DIVULGAÇÃO

Espero um educador no Ministério da Educação, não um político. Alguém que entenda e conheça os problemas e desafios do ensino no País”, DO PRESIDENTE DO GRUPO SEB (SISTEMA EDUCACIONAL BRASILEIRO), CHAIM ZAHER.  

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA

Coluna do Estadão:
Twitter: @colunadoestadao
Facebook: facebook.com/colunadoestadao
Instagram: @colunadoestadao

Tendências: