Projeto de mineração em terra indígena gera aliança inédita entre três etnias

Projeto de mineração em terra indígena gera aliança inédita entre três etnias

Camila Turtelli e Matheus Lara

28 de março de 2022 | 05h00

A insistência do governo em avançar com a liberação da mineração em terras indígenas tem promovido alianças inéditas do lado da resistência. Os povos Kayapó, Munduruku e Yanomami se reuniram pela primeira vez na história na Aliança em Defesa dos Territórios para barrar o avanço do texto. “Os três povos são diferentes, mas somos um sangue só. Estamos abrindo esse novo caminho para que as futuras gerações continuem a viver”, disse o líder Davi Kopenawa Yanomami. Um dos resultados dessa Aliança é uma carta-manifesto para denunciar o garimpo ilegal. As três etnias estarão juntas em Brasília no Acampamento Terra Livre, data que deve coincidir com a votação na Câmara. 

Usando um cocar na cabeça, o presidente Jair Bolsonaro (PL) com a Medalha do Mérito Indigenista. Foto: Adriano Machado/Reuters

SOB OBSERVAÇÃO. O projeto que libera a mineração em terras indígenas está em análise por um Grupo de Trabalho na Câmara dos Deputados após ter a urgência aprovada pelos parlamentares no mês passado, com forte apoio da base bolsonarista.

TAMBÉM QUERO. O delegado Fabiano Bordignon, nomeado em 2018 pelo então ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro como chefe do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), estuda uma possível candidatura nas eleições deste ano. Ele fez um pedido de filiação ao Podemos do Paraná.

 AVALIAÇÃO. “Não se trata necessariamente de uma pré-candidatura e sim de ajudar a construir um projeto consistente e com a liderança adequada para tirar o Brasil dos acostamentos extremos”, disse Fabiano Bordignon nas redes sociais. 

RESPIRANDO. A liderança nas pesquisas para o governo do Pará tem dado ao atual governador, Helder Barbalho (MDB), a tranquilidade para trabalhar em sua bancada estadual na Câmara. Ele ainda não fez um anúncio oficial sobre sua pré-candidatura e não quer precipitar o clima de campanha, dizem aliados.

BONDE. O governador apoia um quarteto para o Salão Verde da Câmara: sua mãe Elcione Barbalho (MDB); sua secretária de Cultura, Úrsula Vidal; a primeira-dama de Ananindeua, Alessandra Haber; e a deputada estadual Renilce Nicodemus (MDB).

BARBADA. Barbalho ainda não se colocou como pré-candidato, apesar de seus aliados terem como certa sua candidatura. O meio político do Pará aponta o senador Zequinha Marinho como o principal adversário de Helder na eleição.

RECONSIDERE AÍ! O presidente do PV, José Luiz Penna, tem sido voz solitária ainda em defesa da entrada do PSB na federação com PT e PCdoB. Apesar do esforço, o próprio dirigente reconhece que o “casamento” está consumado e deve ser oficializado já logo após a janela partidária.

DO JOGO. Depois de ameaçar deixar a base do governo, o Republicanos, de Marcos Pereira, virou o jogo e acertou a filiação de Tarcísio de Freitas e Damares Alves. Truco bem dado

CLICK, Marcos Rogério, senador (PL-RO)

Integrante da “tropa de choque” do governo durante a CPI da Covid-19, o senador foi uma das estrelas do evento do PL e foi assediado para selfies

SINAIS PARTICULARES (por Kleber Sales).Marcos Pereira, presidente do Republicanos.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.