Programa de proteção de defensores dos direitos humanos incluirá ativistas de direita

Programa de proteção de defensores dos direitos humanos incluirá ativistas de direita

Coluna do Estadão

16 de julho de 2019 | 05h00

Secretário de Proteção Global, Sérgio Queiroz, e ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves.

Secretário de Proteção Global, Sérgio Queiroz, e ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves. Foto: Divulgação/Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos

O ministério comandado por Damares Alves elabora uma reformulação do programa de proteção a ativistas para incluir perfis de direita. “Vamos ampliar a definição do que é defensor de direitos humanos. Não é só o militante de esquerda. É também quem defende políticas conservadoras”, diz o secretário de Proteção Global, Sérgio Queiroz. Segundo ele, depois de repaginado, o programa oferecerá proteção, por exemplo, a mulheres contrárias ao aborto e a policiais que denunciem irregularidades em comunidades e se sintam ameaçados.

Garantia. No ano passado, o Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos incluiu Mônica Benício, viúva da vereadora do PSOL Marielle Franco, assassinada no Rio.

Sem interferência. Como parte da reformulação, Queiroz planeja diminuir a dependência das ONGs. Hoje, as ações são descentralizadas e executadas em grande parte por organizações não governamentais.

2.0. O secretário pretende usar a tecnologia para retomar a função para o Estado. Estuda, por exemplo, usar o botão de pânico para o ativista que se sentir ameaçado conseguir acionar a polícia com rapidez.

Raio X. Criado em 2016, o programa atende hoje 416 ativistas. A maioria militantes pelos direitos dos povos indígenas, dos quilombolas e de acesso à terra.

Vida longa. Não é à toa que o entorno evangélico de Jair Bolsonaro tem insistido que o tal “ministro religioso” para o STF seja alguém jovem: quanto mais novo, mais tempo permanecerá na Corte, cujos titulares se aposentam compulsoriamente aos 75 anos.

Burocracia. Dos ministros exonerados para votar pela reforma da Previdência, somente Onyx Lorenzoni foi renomeado em edição extra do Diário Oficial. Marcelo Antônio (Turismo) e Tereza Cristina (Agricultura) não puderam sequer ter agenda ontem.

Ponte. Na visita do ministro Luiz Ramos a Dias Toffoli, intermediada por seu ex-assessor, o ministro Fernando Azevedo e Silva, a conversa tratou da ida de Toffoli a Pacaraima, dia 23, para ver o projeto de interiorização de venezuelanos.

Beijo, não me liga. Tabata Amaral mudou o número de telefone. A troca já estava prevista após o ministro da Educação, Abraham Weintraub, ter divulgado os contatos da deputada do PDT, mas só se concretizou agora, quando ela comprou nova briga, desta vez, com parte da esquerda.

Fica. Na novela em torno da liderança do PSB na Câmara, após a votação da reforma da Previdência, em que 11 contrariaram orientação do partido, ficou decidido que Tadeu Alencar (PE) continuará no cargo até janeiro do próximo ano.

Click. O deputado federal João Campos (PSB-PE) entrou na brincadeira do app que envelhece o rosto. Alguns seguidores o acharam parecido com o pai, Eduardo Campos.

Deputado federal, João Campos (PSB-PE). Foto: Reprodução/Instagram João Campos

Missão… O Instituto Teotônio Vilela (ITV), do PSDB, quer instituir processo seletivo para candidatos, assim como faz o Novo. Pedro Cunha Lima, o novo presidente, ainda estuda qual o melhor formato.

… muda… O ITV quer tirar o partido do muro, com posições assertivas sobre temas polêmicos como, por exemplo, privatizações.

… um pouco. O braço teórico do PSDB também promete melhorar a comunicação e tornar disponíveis cursos de formação online e gratuitos.

SINAIS PARTICULARES. Pedro Cunha Lima,
presidente do Instituto Teotônio Vilela; por Kleber Sales

PRONTO, FALEI!

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

De Randolfe Rodrigues, senador (Rede-AP): “Se o Senado aprovar a indicação de Eduardo Bolsonaro para a embaixada de Washington, pode já aceitar logo também a de Flávio Bolsonaro para a PGR.”

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, JULIANA BRAGA E MARIANNA HOLANDA

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