Procuradoria do Rio encontra fraude de até R$ 60 milhões em remédios de doenças raras

Procuradoria do Rio encontra fraude de até R$ 60 milhões em remédios de doenças raras

Juliana Braga

21 de junho de 2019 | 07h00

Foto: Kathia Tamanaha/Estadão

Um pente-fino na concessão de remédios de alto custo para doenças raras identificou fraudes que podem alcançar R$ 60 milhões no Rio de Janeiro. Um falso positivo de um paciente com doença de Pompe, que sozinho causou prejuízo de R$ 648 mil, motivou a Especializada de Serviços de Saúde da Procuradoria-Geral do Estado a revisar usuários de outros medicamentos, inclusive os à base de canabidiol.

O que já encontraram assustou pelo volume. Dos 50 usuários de um remédio usado para a doença degenerativa macular (entre outras), por exemplo, 25 não precisavam — dano estimado de R$ 750 mil no último ano.

Para um dos medicamentos, cuja ampola custa R$ 2,5 mil, o grupo encontraramde trabalho formado por médicos e procuradores encontrou indícios de desperdício – os frascos, que poderiam ser usado por vários pacientes, estavam sendo usado por apenas um.

O esquema não poupou nem um tipo de leite indicado a crianças com graves alergias. Chamou a atenção da Procuradoria o fato de quase a totalidade das prescrições se restringirem a quatro unidades de saúde.

Com a intervenção, todos os pacientes já estão sendo reavaliados no recém-criado Pólo de Verificação, Dispensação e Aplicação, no Hospital Universitário Pedro Ernesto.

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