Procurador da Câmara decide na segunda sobre processo contra Tasso

Naira Trindade

18 Agosto 2017 | 13h01

Foto: André Dusek/Estadão

O procurador da Câmara, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS), estuda entrar com pedido de retratação contra o presidente interino do PSDB, Tasso Jereissati (CE), em razão do programa partidário do PSDB, veiculado na noite de quinta-feira, 17, em cadeia nacional de rádio e televisão. Marun confirmou a informação antecipada hoje pela Coluna do Estadão de que avalia processar Tasso Jereissati. O procurador considerou que o programa tucano fez “ofensas desnecessárias ao Parlamento e ao presidente da República”. Manun é um dos principais aliados do presidente Michel Temer.

Marun quer conversar com aliados da bancada do PMDB e do governo para definir os moldes da ação de retratação. “A partir do momento que os parlamentares são agredidos de forma direta, indireta ou genérica por atitudes tomadas no seu mandato ou por mentiras dirigidas a eles em função do exercício do seu mandato, a procuradoria pode atuar”, justifica o deputado.

Num dos trechos do programa, o PSDB fala em “presidencialismo de cooptação”. E exemplifica: “políticos negociam vantagens pessoais” com o Executivo “e não pensam no País”. O procurador chamou de “hipócrita” as citações do programa. “Existe uma óbvia sugestão de que emendas parlamentares poderiam ser uma forma de negociação, o que é ofensivo aos princípios até dos próprios parlamentares do PSDB”.

Tasso tem defendido o conteúdo do programa. Procurado ontem pela Coluna do Estadão, preferiu não responder. A única vez que Tasso foi interpelado ocorreu em 2005 quando o então tesoureiro do PT Delúbio Soares o contestou por tê-lo acusado pouco antes do mensalão.

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