Prioridade de SP ainda é imunizar o Estado

Prioridade de SP ainda é imunizar o Estado

Coluna do Estadão

20 de dezembro de 2020 | 05h00

A coronavac é a vacina desenvolvida pela China e que terá produção pelo Instituto Butantan em São Paulo Foto: Gabriela Biló/Estadão

 

Depois de muita controvérsia, o Ministério da Saúde anunciou a compra das 46 milhões de doses da Coronavac. Mas ainda falta combinar com os russos: São Paulo não cogita vender todo seu estoque para o Plano Nacional de Imunização (PNI). Integrantes do governo paulista têm na ponta da língua o histórico do esforço do Estado e os números dos recursos empreendidos por João Doria na busca da vacina: alegam que não seria justo paulistas ficarem a ver navios. A prioridade do governo de SP é proteger a população e seu sistema de saúde.

Diálogo. Claro que o governo paulista mantém as conversas com o Ministério da Saúde e quer a incorporação da Coronavac no PNI, mas não acha justo ficar para trás nessa corrida para a qual se preparou, inclusive financeiramente.

Estoque. Há a previsão de 46 milhões de doses da Coronavac em SP até março, e mais 14 milhões estão em negociação. Existe ainda a possibilidade eventual de se comprar mais 40 milhões, chegando a 100 milhões até julho.

Estoque 2. Comprar mais doses da Coronavac imediatamente só será possível se o governo federal entrar com recursos. Ainda não há registro da vacina da Sinovac/Butantã na Anvisa.

Inflexão. Bolsonaro vinha sendo aconselhado a mudar o discurso, como o fez na semana passada, e garantir a inclusão de todas as vacinas no PNI. Um interlocutor com acesso ao presidente disse a ele: para o povo, não importa quem comprou os insumos, quem produziu, só interessa a vacina no braço.

Correção. A réplica em miniatura do avião entregue ao governador João Doria por funcionários da aérea Swiss Airline foi do Airbus A340, e não do A360, conforme publicado pela Coluna.

Sem… Gilmar Mendes tem buscado inspiração neste final de ano difícil dos brasileiros nos jovens talentos do seu Santos. Para o ministro do STF, o time é exemplo de “superação”.

…retranca. “Nem os desfalques por lesões ou pela covid-19 impediram que os ‘meninos da Vila’, do técnico Cuca, alcançassem as semifinais da Libertadores”, diz Gilmar.

SINAIS PARTICULARES.
Gilmar Mendes, ministro do STF

Ilustração: Kleber Sales

Tour nacional. Arthur Lira (PP-AL) e Marcelo Ramos (PL-AM) querem percorrer os 26 estados e mais o Distrito Federal a partir de 5 de janeiro para intensificar a campanha à presidência da Câmara. Com o Congresso em recesso, o jeito vai ser procurar um a um in loco. A logística deverá ser organizada pelo PP.

Seguindo. O Podemos, com dez deputados, deve anunciar apoio oficial a Arthur Lira ao comando da Câmara. O partido tinha preferência por Marcos Pereira (Republicanos-SP), mas com a adesão dele a Lira, a sigla decidiu seguir o mesmo caminho.

CLICK. O Movimento Pra Ser Justo, pela reforma tributária justa, lançou site com entrevistas com economistas como Zeina Latif (foto), Pedro Passos, Rita de La Feria.

Coluna do Estadão

Letras. O jornalista André Guilherme Vieira acaba de lançar (veja abaixo) o resultado de minuciosa apuração sobre a guerra dos conglomerados globais de mineração, incluindo a brasileira Vale, pela conquista da “Carajás Africana”.

Letras 2. “Os processos nos tribunais arbitrais internacionais mostram bastidores de como se desenvolvem negócios bilionários em países caracterizados por governos instáveis e populações relegadas à miséria”, diz Vieira.

BIBLIOTECA POLÍTICA | Lançamentos

Divulgação

O MAPA DA MINA
André Guilherme
Kotter Editorial

Jornalista investiga e narra o jogo bruto na disputa por uma mina de minério na Guiné.

 

Divulgação

A ORGANIZAÇÃO
Malu Gaspar
Cia das Letras

Mergulho profundo da grande repórter na história de ascensão e queda da Odebrecht.

 

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA. 

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