Prévias tucanas se acirram com disputa por votos do Sul

Prévias tucanas se acirram com disputa por votos do Sul

Alberto Bombig e Matheus Lara

27 de setembro de 2021 | 05h00

Governadores Eduardo Leite e João Doria. FOTO: GOVERNO DE SP

Após Eduardo Leite ter intensificado as articulações em busca de apoios, estão ganhando tração as campanhas das inéditas prévias presidenciais do PSDB. O cenário é de disputa acirrada entre os dois favoritos, João Doria (SP) e Eduardo Leite (RS), especialmente pelos votos do Sul e da bancada federal. Com base em projeções internas do partido, Leite contaria hoje com a maioria dos votos no seu Rio Grande do Sul e no Paraná e estaria em viés de alta em Santa Catarina. A estratégia de Doria é reforçar suas ações para, no mínimo, rachar o Sul.

Pisando… Leite fez no sábado, 25, uma incursão importante no território do governador de São Paulo: estava com a militância tucana em São José dos Campos, base histórica do ex-governador Geraldo Alckmin.

…de mansinho. Doria, por sua vez, vai pelas beiradas no Sul, buscando os votos de lideranças consideradas “médias” na ordem de grandeza dos tucanos.

Calculadora. Dentro da bancada federal (32 deputados), a contagem de votos também é apertada. Além de Leite e Doria, Tasso Jereissati e Arthur Virgílio Neto também concorrem nas primárias, marcadas para novembro deste ano.

Timing. Está causando grande incômodo no PSDB a pré-campanha de Fernando Alfredo ao Senado. José Serra, dono da vaga e um dos fundadores do partido em 1988, está afastado para tratamento médico.

Prioridades. Preocupada com a cláusula de barreira, a Rede só deverá ter candidato a governador, em 2022, em apenas um Estado. Em 2018, foram 11.

Ele sim. A única exceção por enquanto é o Amapá, onde o senador Randolfe Rodrigues está bem posicionado e pode ser uma opção. Em São Paulo, o partido não deverá lançar candidatos nem para o governo nem para o Senado.

Match. Dirigentes da Rede em São Paulo têm conversado com os pré-candidatos ao Bandeirantes, mas hoje o partido estaria mais próximo de Geraldo Alckmin, de saída do PSDB.

SINAIS PARTICULARES. Rogério Marinho, ministro do Desenvolvimento Regional

ILUSTRAÇÃO: KLEBER SALES/ESTADÃO

Tanque… Impulsionado pelas verbas do “tratoraço”, como mostrou o Estadão, Rogério Marinho lançou no final de semana sua pré-candidatura ao Senado pelo Rio Grande do Norte.

…cheio. “Entendemos que não podemos fugir dessa responsabilidade”, afirmou o ministro do Desenvolvimento Regional ao jornal Tribuna do Norte.

Mais… Advogados criminalistas apontam aspectos positivos no projeto que muda as regras de reconhecimento fotográfico de suspeitos de crime, pronto para ser votado no Senado, de autoria de Marcos do Val (Pode-ES).

…segurança. “Devido à falibilidade da memória, há casos de injustiça gerados a partir de reconhecimentos equivocados”, diz Conrado Gontijo, criminalista.

Mais… “Descontrolado como está, o reconhecimento tem se prestado a servir de justificativa para prisões e condenações, muitas revertidas posteriormente”, diz Renato Stanziola Vieira, também criminalista.

…etapas. Segundo Vieira, as novidades do texto são a previsão de ilicitude probatória, caso as regras previstas não sejam seguidas, e de insuficiência probatória para condenação se não houver outras provas.

CLICK. Como de costume, o ex-governador Paulo Hartung aproveitou o final de semana para pedalar pelo Espírito Santo.

FOTO: REPRODUÇÃO/INSTAGRAM PAULO HARTUNG

PRONTO, FALEI!

Marco Vinholi. FOTO: FELIPE RAU/ESTADÃO

Marco Vinholi, presidente do PSDB-SP: “Márcio França, que quase quebrou o Estado em seis meses de governo, repete a fórmula derrotada nas eleições de 2018 e de 2020. Pelo visto, vai pedir música no ‘Fantástico’ em 2022. Trata-se de alguém que não tem projeto político nenhum para São Paulo – apenas revanchismo com João Doria.”

COLABOROU PEDRO VENCESLAU

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