Pressionado, Planalto deve acelerar emendas

Pressionado, Planalto deve acelerar emendas

Coluna do Estadão

21 de novembro de 2019 | 05h00

Plenário da Câmara dos Deputados (Luis Macedo/Agência Câmara)

A um mês de acabar o ano Legislativo, a relação entre o Congresso e o Planalto está em modo de tensão crescente. Cobrado por parlamentares a honrar seu compromisso de pagar as emendas pelos votos na reforma da Previdência, o governo prometeu acelerar a execução delas. Mesmo o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sempre disposto a manter postura menos apaixonada nesses embates, teria dito em privado que nada do Executivo será votado até o Planalto quitar os atrasados. Segundo líderes, cerca de 300 deputados ainda não receberam suas emendas.

Me conta. Em almoço ontem com deputados e senadores, Jair Bolsonaro foi pressionado diretamente a resolver o problema. Questionou o valor cobrado e disse que conversaria com Paulo Guedes sobre o assunto.

Climão. Somado ao fato de que muitos deputados ainda não receberam suas emendas, o Senado está na contramão. Além de terem sido pagos, o montante destinado a eles foi maior.

Vai que é sua. Apesar de admitir dificuldade, Jair Bolsonaro pediu ao Congresso a aprovação de projetos de lei que liberam créditos suplementares para o pagamento de emendas.

Filme antigo. Parlamentares, porém, estão desconfiados. Dizem que já aprovaram outros projetos de crédito e até hoje não receberam. Desde o início do ano, o Congresso votou dois PLNs para supostamente pagar emendas.

Não tá fácil. Portaria do Ministério da Economia liberou a luz elétrica no prédio após 18h (estava vetada desde o meio do ano), mas proibiu o desfrute do ar-condicionado.

ILUSTRAÇÃO: KLEBER SALES/ESTADÃO

Ops. O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, usou dados errados da Associação Brasileira de Resorts (ABR) para defender a extinção das taxas de direitos autorais sobre músicas reproduzidas em quartos de resorts do País.

Esquece isso. O erro, que gerou constrangimentos, só foi percebido após publicação de uma reportagem do Estado. A pasta refez a proposta enviada ao Planalto e retirou os dados econômicos para não gerar ainda mais confusão.

Como é? Inicialmente, o texto dizia que a cobrança da taxa do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) por quarto de resort somaria R$ 260 por dia, mas este é o valor anual pago em média.

CLICK. Depois de receber o Prêmio Wise Awards no Catar, pelo Criança Feliz, Osmar Terra posou com personagem da Vila Sésamo, que completa 50 anos.

CAIO PASSOS/ASCOM MINISTÉRIO DA CIDADANIA

Deve tá… Um ministro do STF observou o tanto que Dias Toffoli deu voltas no julgamento de ontem. Atribui à enorme pressão à qual o presidente da Corte suprema está submetido.

… nervoso. Ao final, disse o ministro à Coluna, ninguém entendeu bem o posicionamento de Toffoli.

BOMBOU NAS REDES!

Marina Silva

Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente: “Bolsonaro tenta esconder com respostas evasivas sua incompetência para apresentar medidas concretas e combater o desmatamento na Amazônia”.

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA. COLABOROU MATEUS VARGAS.

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