Pressão externa deve aumentar sobre Brasil

Pressão externa deve aumentar sobre Brasil

Coluna do Estadão

03 de agosto de 2019 | 05h00

Ricardo Galvão. FOTO: WERTHER SANTANA/ESTADÃO

A exoneração do presidente do Inpe, Ricardo Galvão, deverá aumentar a pressão sobre o Brasil. Ambientalistas avaliam que só podem mudar os rumos da política de Jair Bolsonaro para o meio ambiente com ajuda externa. O outro lado da moeda, no entanto, é um temor do governo e de analistas de relações internacionais de que interesses comerciais sejam travestidos de causa ecológica. “É uma guerra comercial usando o meio ambiente como justificativa. A Europa teme o potencial agrícola brasileiro”, diz Murillo de Aragão, consultor da Arko Advice.

Sem heróis. “Não digo que não exista desmatamento ilegal, mas há mais culpados que inocentes nessa história”, completa Aragão.

Lá vem bomba. O presidente da Comissão de Meio Ambiente do Senado, Fabiano Contarato (Rede-ES), vai convidar o ministro Marcos Pontes para prestar esclarecimentos sobre a troca no comando do Inpe. Na quarta-feira, tem audiência pública com Ricardo Salles.

Meio cheio. O anúncio pelo governo de um novo sistema de maior definição na análise do desmatamento é visto como positivo.

Meio vazio. Mas de nada vai adiantar um diagnóstico sem a solução dos males, avaliam os ambientalistas.

Xácomigo. Mais novo desafeto de Bolsonaro, Flávio Dino (MA) não perdeu tempo: “Quem ataca a ciência sem fundamento científico está atacando apenas pela questão ideológica”, disse ele, após reunião dos governadores da Amazônia.

SINAIS PARTICULARES
Flávio Dino, governador do Maranhão

ILUSTRAÇÃO: KLEBER SALES/ESTADÃO

Quase lá. O partido Novo espera atingir neste fim de semana a marca de cem mil assinaturas em seu abaixo-assinado contra o aumento das verbas do Fundo Eleitoral, novo alvo da sigla. Faltam apenas 2 mil.

Ativando modo… Jair Bolsonaro também vai se ocupar da composição da Comissão de Ética do PSL.

…dirigente partidário. Até hoje o colegiado não foi instalado e já tem pelo menos dois processos na fila: um de Alexandre Frota contra o diretório estadual de SP e outro de Major Olímpio contra a deputada estadual Valeria Bolsonaro.

CLICK. O deputado Marcelo Ramos (PL-AM) encarou jornada dupla em Brasília nas férias escolares: além de manter a atividade parlamentar, foi “recreador” dos filhos.

FOTO: MARCELO RAMOS/DIVULGAÇÃO

Alvo. Em pré-campanha aberta pela Prefeitura de São Paulo, Andrea Matarazzo (PSD) já escolheu seu alvo preferencial: Bruno Covas. O ex-subprefeito da Sé acha que vai para o segundo turno contra um nome apoiado por Jair Bolsonaro.

Fala sério. “Matarazzo tem a coerência de uma biruta. Atacou e abraçou Marta. Bateu e agora afaga Doria. Como levar a sério suas críticas ao prefeito Covas?”, afirma o secretário de Educação da capital paulista, Bruno Caetano, do PSDB.

Dada… O PT abre hoje o processo de escolha do candidato a prefeito de São Paulo com plenária no Sindicato dos Químicos. Os pré-candidatos até agora: Jilmar Tatto, Carlos Zarattini, Paulo Teixeira, Eduardo Suplicy e Nabil Bonduki.

…a largada. Lideranças do PT, porém, ainda apostam em um nome da sociedade civil, como Ana Estela, ou em uma composição com Marcio França (PSB).

Jogo aberto. Enquanto a regulamentação do lobby não avança no País, o setor busca seus próprios meios em busca de transparência. A Distrito Relações Governamentais acaba de lançar um código de compliance.

BOMBOU NAS REDES!

Fernando Henrique Cardoso. FOTO: JF DIORIO/ESTADÃO

Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República: “A Comissão sobre Mortos e Desaparecidos não foi revanche. Era ato reparador de sofrimento a pessoas e famílias tendo o Estado como responsável.”

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG E MARIANNA HOLANDA. COLABOROU RICARDO GALHARDO

Coluna do Estadão:
Twitter: @colunadoestadao
Facebook: facebook.com/colunadoestadao
Instagram: @colunadoestadao

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: