Presidente esticou a corda, avaliam aliados

Presidente esticou a corda, avaliam aliados

Coluna do Estadão

21 de julho de 2019 | 05h00

Presidente Jair Bolsonaro. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

Há grande tensão no meio político, inclusive entre apoiadores de Jair Bolsonaro, quanto à próxima rodada das pesquisas de avaliação do governo. É consenso que o presidente esticou a corda da opinião pública com declarações, no mínimo, polêmicas sobre temas sensíveis: direitos trabalhistas, relações familiares, costumes, guerra cultural, diferenças regionais e desigualdade. Como na política impera o oportunismo, alguns aliados já escolheram manter distância regulamentar de Bolsonaro e outros vão esperar as pesquisas para decidir os rumos.

Perigo. Se era consenso que Bolsonaro consolidava seus apoios na centro-direita com a defesa de suas bandeiras, a avaliação agora é de que o presidente pode ter cruzado a linha amarela ao abordar temas que não são unânimes nem mesmo no eleitorado conservador.

Erro? Para um aliado de primeira hora, Bolsonaro mantém unida a direita quando ataca as causas históricas da esquerda, mas abre flancos ao insistir em beneficiar os filhos, negar a fome e entrar em bolas divididas com a populosa região Nordeste do País.

Para lembrar. Na mais recente pesquisa de avaliação CNI/Ibope, sua reprovação saiu de 40% para 47%.

Eita! Antes de iniciar café da manhã com jornalistas na sexta, o presidente cochichou com Onyx Lorenzoni (Casa Civil) críticas aos governadores do NE.

Oxente! Flávio Dino (PCdoB-MA), considerado por Bolsonaro o “pior” dos governadores do NE, diz que “o confronto tem sido uma marca dos 200 dias” de governo do presidente.

Frente. “Nas duas vezes que Bolsonaro nos convidou para conversar, fomos os nove governadores, apesar das divergências. Fazemos, sim, oposição crítica. Mas qual é o problema disso?”, afirma Dino.

Na lata. A deputada Dayane Pimentel (PSL-BA) rebate Dino. Para ela, os governadores são “esquerdistas” e o “presidente está correto no que se refere a emitir uma opinião mais dura sobre o comportamento desses governadores”.

CLICK. É tetra! O senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) publicou foto com Romário (Podemos), tirada muito antes de serem colegas, para marcar 25 do Mundial.

Gente… O Senado deve votar na primeira semana do segundo semestre o projeto de relatoria do Randolfe Rodrigues (Rede-AP) que diz que animais não podem ser tratados como “coisa”, possuem natureza jurídica e são sujeitos de direitos.

…como a gente. Em português mais claro: reconhecimento, por lei, de que animais sentem dor, têm emoções e se diferem do ser humano apenas nos critérios de racionalidade e comunicação verbal. A atriz e ativista da causa Luisa Mell é aguardada em Brasília para acompanhar a votação.

Especialista. Governador de SP por quatro mandatos, o tucano Geraldo Alckmin ligou para Baleia Rossi (MDB-SP). Disse que apoia a PEC da reforma tributária bancada pelo deputado.

SINAIS PARTICULARES.

Baleia Rossi, deputado federal (MDB-SP)

Kleber Sales

Pronto. O jornalista Luiz Maklouf Carvalho, do Estado, acaba de reconstituir em livro (veja abaixo) um episódio decisivo não apenas para a trajetória do presidente, mas também para o País: o julgamento de Jair Bolsonaro no Superior Tribunal Militar (STM).

COM JULIANA BRAGA E MARIANNA HOLANDA

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