Presidente do Senado e Bolsonaro não trocam uma palavra há mais de um mês

Presidente do Senado e Bolsonaro não trocam uma palavra há mais de um mês

Mariana Carneiro, Julia Lindner e Gustavo Côrtes

03 de junho de 2022 | 05h01

Jair Bolsonaro e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), não trocam uma palavra há mais de um mês. A última vez foi em 26 de abril, num evento de prefeitos em Brasília. Quando precisa tratar de temas de votações relevantes, Pacheco fala com Paulo Guedes e Ciro Nogueira. Governistas creem que Pacheco “senta em cima” de propostas que poderiam ajudar o presidente a melhorar sua imagem eleitoral, como a reforma do IR e o teto do ICMS de gasolina e luz. A aliados, Pacheco diz que não é má vontade, mas não crê em impacto real para o consumidor. Na quarta, em um almoço no Planalto para falar sobre como os Poderes podem ajudar a conter a inflação, só Arthur Lira (PP-AL) foi convidado. Pacheco foi excluído.

Foto: Dida Sampaio/Estadão

BABEL. As divergências não param por aí. Pacheco também já firmou opinião sobre o novo Refis. Para ele, o programa de refinanciamento de dívidas com o Fisco “não pode ser só para um grupo” e tem de valer tanto para pessoas físicas quanto para empresas. Arthur Lira quer restringir o benefício às empresas.

PRONTO, FALEI. Magno Karl, diretor executivo do Livre

“Ficamos presos em um ciclo de receitas fáceis para problemas complexos, não só com Bolsonaro e Lula, mas também com Ciro Gomes, o inventor de números.”

CLICK. Paulo Guedes, ministro da Economia

Recebeu os bolsonaristas Bia Kicis (PL-DF) e Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP). O “príncipe” apresentou nova versão para a reforma tributária.

 

 

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