PPS tenta atrair quadros insatisfeitos do PSDB

PPS tenta atrair quadros insatisfeitos do PSDB

Coluna do Estadão

24 Novembro 2018 | 05h30

Alberto Goldman. Ayrton Vignola/AE

Depois de intensificar o diálogo para incorporar quadros da Rede, o PPS começa a se aproximar de importantes nomes do PSDB. Presidente nacional do Partido Popular Socialista, Roberto Freire se encontra hoje, em São Paulo, com Alberto Goldman, um dos fundadores do PSDB. Ontem, Freire se reuniu com outro tucano graúdo. Desde a vitória de João Doria ao governo paulista, há um grupo incomodado com os rumos que a legenda pode tomar, inclusive com a possibilidade de ter de apoiar a gestão do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL).

União. Em consulta, o TSE vetou fusões entre partidos com menos de cinco anos, como é o caso da Rede. Com isso, o PPS calcula que conseguirá filiar só parte dos cinco senadores da legenda. Na Câmara, a previsão é de ter uma bancada de 10 deputados. Um deles é o pastor Abílio (PHS-BA).

Não deu. O PPS chegou a escolher o nome Movimento para rebatizar a legenda. Mas voltou atrás ao descobrir que há um grupo fascista homônimo na Hungria. Entre as novas opções cotadas, estão Cidadania, Cidadãos e Vamos.

No páreo. Derrotado nas urnas, Cássio Cunha Lima (PB) passou a ser defendido pelos cabeças-brancas do PSDB para assumir o partido em maio de 2019, quando Geraldo Alckmin deixa o posto. O movimento tenta frear o avanço de Doria, que faz campanha para Bruno Araújo (PE).

Momento Abin. Principal assunto durante o casamento do novo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, com Denise Verbeling, era a eventual indicação de Jaime Martins (PROS-MG) para Minas e Energia e de Ana Amélia (PP-RS) para as Comunicações.

Aguenta. Convidados diziam que os dois podem ser confirmados nos cargos caso passem pelo “corredor polonês” sem denúncias graves.

Braços abertos. O bloco PDT, Rede, PPS e PSB, liderado por Cid Gomes (PDT), diz não ver resistência a Davi Alcolumbre (DEM) para a presidência do Senado. O único veto é a Renan Calheiros (MDB). Eles se reúnem em dezembro, na casa de Kátia Abreu, para batizar o grupo, que pode se chamar Independência Democrática.

No limbo. Relatório da Câmara Municipal de SP mostra que a cidade tem 318 leis aprovadas, mas não em vigor, por falta de regulamentação. A lista, do vereador Mario Covas Neto, será encaminhada ao sobrinho dele, o prefeito Bruno Covas, na segunda-feira, com pedido de providências.

Lista. A relação inclui leis que facilitam acesso a acompanhantes em unidades de saúde, estabelecem casas de apoio a portadores de HIV e horário noturno em creches. “É todo um trabalho perdido”, lamentou Mario Covas Neto.

CLICK. Um grupo de fãs foi até o CCBB, onde atua a equipe de transição, para tirar fotos com Bolsonaro. Na falta dele, fizeram selfies com Paulo Guedes, da Economia.

Foto: Luciana Dyniewicz/Estadão

Alto-mar. A primeira-dama, Marcela Temer, vai ser a madrinha de Riachuelo, o mais moderno submarino brasileiro, que vai ajudar no trabalho de patrulha da chamada Amazônia Azul. Ela participa da cerimônia de lançamento ao mar em 14 de dezembro, pela Marinha.

SINAIS PARTICULARES. Marcela Temer, primeira-dama do Brasil; por Kleber Sales.

De olho. Eduardo Braga se movimenta para assumir a liderança do MDB em 2019, no lugar de Simone Tebet, que pleiteia a presidência do Senado.

PRONTO, FALEI!

Governador de eleito de Minas Gerais, Romeu Zema. Foto: Washington Alves/Estadão

“O resultado da eleição já animou quem investe. Estou confiante que 2019 será melhor no que diz respeito à geração de emprego”, DO GOVERNADOR ELEITO DE MINAS GERAIS, ROMEU ZEMA, sobre o cenário em Minas.

COM NAIRA TRINDADE (editora interina) E REPORTAGEM DE JULIANA BRAGA E ADRIANA FERRAZ. COLABORARAM TÂNIA MONTEIRO E PEDRO VENCESLAU

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