PPS anula apoio a Molon que chama impeachment de golpe

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Coluna do Estadão

03 de agosto de 2016 | 22h32

Atualizada às 23h40

Foto: Beto Barata/Estadão

Foto: Beto Barata/Estadão

 

O PPS cancelou convenção no Rio de Janeiro que decidiu apoiar a candidatura de Alessandro Molon (Rede) à prefeitura do Rio de Janeiro. Entre as razões está o fato de Molon considerar o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff um golpe. Por decisão da executiva municipal, o apoio da sigla será dado a Carlos Roberto Osório (PSDB). O ato foi possível porque na convenção não foram escolhidos os candidatos a vereador e a coligação na proporcional.

“A aliança foi feita sem levar em consideração a política nacional. Como um partido que articulou o impeachment pode apoiar um candidato que nos chama de golpistas?  Mesmo com meu reconhecimento pelo homem público que ele é, não daria para fazer essa aliança”, disse o presidente nacional do PPS, Roberto Freire.

A decisão do PPS de anular o apoio ao candidato da Rede ocorre no momento em que o partido foi informado que ele faria reunião com os candidatos Jandira Feghali (PCdoB) e Marcelo Freixo (PSOL). Os dois também são contra o processo de cassação do mandato de Dilma.

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