Por presidência da Câmara, aliados apoiam Maia ao Palácio do Planalto

Por presidência da Câmara, aliados apoiam Maia ao Palácio do Planalto

Luiza Pollo

11 Março 2018 | 05h30

Foto: Dida Sampaio/Estadão

A cadeira de presidente da Câmara dos Deputados é o maior ativo de Rodrigo Maia (DEM-RJ) no seu projeto como pré-candidato ao Palácio do Planalto. O poder dela vai além de comandar as pautas importantes para o País. Para conseguir ocupá-la em 2019, líderes partidários topam apoiar o deputado fluminense à Presidência e, assim, garantir que seu atual posto esteja vago para ser disputado por partidos como MDB, PP ou até do Centrão. As alianças, se consolidadas, podem dar vultoso tempo de televisão a Maia na campanha, o que aumentaria sua projeção.

O maioral. O PP almeja eleger mais de 50 deputados este ano, o que desobrigaria o partido a ter que formar blocos com outras siglas e garantiria poder de barganha nas negociações para ocupar espaços na Câmara. O partido avalia que ficará atrás apenas do MDB.

Como é. Hoje, o PP forma um bloco com Pode, PSC, Avante e PEN, que reúne 80 deputados. O Progressista tem 45 deputados.

Daqui não saio. É na cadeira de presidente da Câmara que Rodrigo Maia pretende ficar durante toda a campanha eleitoral. Ele avisou que não vai se licenciar em momento algum para disputar o Planalto.

De saída. O presidente Michel Temer sonda advogados interessados assumir cadeira na Comissão de Ética Pública. Indicado por Dilma Rousseff em 2012, Américo Lacombe deixa o colegiado no dia 19.

De olho no futuro. Será a segunda indicação de Temer no grupo, que deve ser renovado por inteiro até o final do ano. Os novos conselheiros serão responsáveis por acompanhar os passos dos ministros do próximo presidente eleito.

Rodada. Por sugestão de Raul Jungmann (Segurança Pública), a Câmara vai criar uma comissão geral para discutir a intervenção no Rio. Com isto, o governo espera reduzir a resistência da oposição à medida.

Quase todos. O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio (PSDB) avisou que vai receber todos os presidenciáveis que visitarem Manaus: exceto Jair Bolsonaro. As portas estão abertas para Geraldo Alckmin, mas, neste caso, quer servir café frio.

Sinais Particulares: Arthur Virgílio, prefeito de Manaus; por Kleber Sales

Na pista. O Movimento LGBTI decidiu lançar 81 candidatos a senadores, deputados federais e estaduais e até a governador nas eleições. O grupo fará campanha em defesa da igualdade entre gêneros e pela aprovação de um plano nacional de combate às formas de discriminação.

Pioneiro. Pela primeira vez um gay assumido será lançado ao governo de Goiás. O policial rodoviário Fabrício Rosa disputará o Palácio das Esmeraldas pelo PSOL. Ele faz parte da rede nacional de operadores da segurança pública LGBTI.

CLICK. Pré-candidato do Podemos à Presidência, o senador Álvaro Dias (PR) conquistou apoiadores à sua campanha eleitoral. Há adesivos em carros de Brasília.

Na pauta. A ação da OAB contra doações eleitorais ocultas, aquela em que o nome do doador não fica explícito na prestação de contas dos candidatos e dos partidos, deve ser julgada na quinta pelo Supremo.

Justifico. “A ocultação do nome dos doadores fere princípios constitucionais”, defende o presidente da OAB, Claudio Lamachia.

Um ano depois. Luiz Fux quer pautar para o fim do mês o julgamento da ação que pode cassar o governador Marcelo Miranda (TO). Ele é acusado de caixa 2.

A SEMANA

Terça-feira, 13

Câmara debate vazamento de rejeitos minerais no Pará

Comissão analisa os impactos nos rios de Barcarena contaminados por suposto vazamento de bauxita da Norsk Hydro ASA.

Quinta-feira, 15

Magistrados param atividade por um dia em cinco capitais

Juízes federais, do trabalho e membros do Ministério Público fazem manifestações para manter o auxílio-moradia.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE (EDITORA INTERINA) E LEONEL ROCHA

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