Por Andreza Matais: Cobertura da eleição foi difícil e intensa

Andreza Matais

07 Outubro 2018 | 14h56

Cobrir esta eleição até agora foi como o refrão daquela música que diz: Foi difícil foi, foi intenso foi… Na disputa mais informatizada de todos os tempos, a briga por votos começou muito antes na web. Era para ser a campanha mais curta, como definiu o Congresso na lei eleitoral, mas quem segura as redes sociais? E não acho que se deva.
E quem não percebeu o movimento, saiu tarde demais para a disputa. Ainda não sei se é possível concluir que a propaganda eleitoral na TV perdeu seu poder de convencimento.
Pelo menos não dá mais para enxergar o instrumento da TV sem uma interligação com a internet.
Há vários componentes nesta eleição que podem tornar qualquer decisão precipitada. 1) os programas estavam ruins? 2) a mensagem do candidato a ou b não agradou? 3) quando o programa eleitoral começou parte do eleitorado já tinha sua decisão? 4) a disputa estava marcada para ser PT e antiPT (neste caso já temos a resposta, não cabe interrogação).
Uma vez ouvi alguém dizendo que prefere não ter time de futebol porque torcedor não assiste à partida. Só tem olhos para o seu time. Assim, acaba perdendo o espetáculo. Diz a verdade? Após escolher seu candidato, você eleitor estava aberto a ouvir as propostas dos outros?
As pesquisas mostraram grande número de indecisos, de eleitores sem convicção de suas escolhas. Mas não dizem como eles deixam de ser. São influenciados pelo clima de já ganhou? Pelo voto útil? Se você espera respostas é melhor parar de ler por aqui.
A única certeza que tenho é que a maioria do eleitor brasileiro vota com a emoção, quando adota um candidato veste a camisa e acha que tudo vai se resolver apertando o botão da urna. Quando isso é só o começo.
Seja o eleitor de A, B ou C…o propósito é o mesmo.  O fim da corrupção e mais saúde, educação e segurança. Mas juro que conheço quem escolheu o candidato ao Congresso no caminho pegando no chão um santinho. E você? Como fez sua escolha?